Primeiro caso de bicheira-do-Novo-Mundo em animal silvestre é confirmado nos EUA, no Texas

Parasita foi identificado em um alce encontrado em uma propriedade de caça. Autoridades ampliaram a vigilância e orientam caçadores a observar sinais de infestação.

Por Lara Barth

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O primeiro caso de infestação pela mosca-varejeira-do-Novo-Mundo em um animal silvestre nos Estados Unidos foi confirmado em um alce no Texas, informou o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) nesta quarta-feira.
O animal foi encontrado em uma propriedade de caça no condado de Pecos e o caso foi comunicado às autoridades após o alce ser abatido por um caçador, segundo o Serviço de Inspeção de Saúde Animal e Vegetal do USDA.
A identificação levou à ampliação da vigilância de animais silvestres na região, em uma ação conjunta do departamento federal com o órgão de Parques e Vida Selvagem do Texas. A Comissão de Saúde Animal do estado também vai modificar uma zona de infestação delimitada anteriormente.
As autoridades orientam os caçadores a ficar atentos a sinais como larvas visíveis em feridas, lesões com mau cheiro e animais que apresentem fraqueza ou sinais de sofrimento. Feridas abertas ou que aumentam de tamanho e infestações próximas ao nariz, à boca, às orelhas, aos olhos ou à região genital também podem indicar a presença do parasita.
Casos suspeitos devem ser comunicados imediatamente às autoridades.
Como o parasita age
A mosca-varejeira-do-Novo-Mundo é um parasita que deposita ovos em feridas abertas ou em orifícios do corpo de animais de sangue quente, incluindo o gado e, em casos raros, seres humanos. Depois de eclodirem, as larvas se alimentam de tecido vivo, de acordo com os Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA (CDC).
Embora o USDA afirme que o parasita não representa um risco à segurança dos alimentos, a infestação pode prejudicar a produção de carne.
Em junho, o departamento já havia confirmado a presença do parasita em um bezerro de três semanas no Texas. A espécie é normalmente encontrada na América do Sul e em partes do Caribe, mas avançou para a América Central e o México nos últimos anos.
O primeiro caso humano nos Estados Unidos foi confirmado no ano passado. O paciente se recuperou, e as autoridades não encontraram evidências de transmissão adicional.

Fonte: CBS