Homem é acusado de lançar coquetel molotov contra prédio do ICE em Atlanta
Inique Hinton, de 31 anos, responde a acusações federais de tentativa de incêndio criminoso e dano a propriedade do governo. Se condenado, poderá enfrentar até 30 anos de prisão.
Um homem de 31 anos foi acusado de lançar um coquetel molotov contra um prédio do Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE), no centro de Atlanta, na Geórgia. Inique Hinton, morador de Douglasville, foi formalmente acusado na sexta-feira de tentativa de incêndio criminoso contra um edifício federal e de dano a propriedade do governo.
Segundo o gabinete do procurador federal do Distrito Norte da Geórgia, câmeras de segurança teriam registrado Hinton acendendo um objeto e arremessando-o em direção ao prédio na noite de terça-feira. O artefato atingiu a cerca de proteção e provocou chamas, de acordo com as autoridades.
Investigadores encontraram no local restos de tecido queimado, fluido inflamável, uma garrafa de vidro e um isqueiro, informou o gabinete do procurador.
Hinton foi preso em uma residência na região metropolitana de Atlanta e detido sem resistência, segundo as autoridades. O procurador federal Theodore S. Hertzberg afirmou que não tinha conhecimento de condenações criminais anteriores do suspeito.
Durante uma coletiva de imprensa, Hertzberg elogiou o trabalho das forças de segurança na identificação do suspeito e afirmou que o caso será tratado com rigor. Segundo ele, as autoridades pretendem deixar claro que esse tipo de conduta não será tolerado.
Até a divulgação das informações, os registros judiciais não indicavam se Hinton já contava com um advogado. O gabinete do procurador e a defensoria pública não responderam imediatamente aos pedidos de esclarecimento sobre sua representação legal.
Se condenado, Hinton poderá receber até 20 anos de prisão federal pela acusação de tentativa de incêndio criminoso e até dez anos pela acusação de dano à propriedade do governo.
O prédio é cercado por uma estrutura metálica e abriga escritórios do ICE, além de um tribunal de imigração. O caso segue na esfera judicial.
Fonte: USA Today