Filha de brasileira pede desculpas após debochar da morte de Charlie Kirk e vira alvo de pedidos de expulsão e deportação
Isa Casahuga reconheceu que suas declarações foram insensíveis e pediu perdão à viúva e aos filhos do ativista. A polêmica também atingiu seus familiares, que tiveram fotos e informações pessoais expostas nas redes sociais.
A estudante americana Isa Casahuga, filha de mãe brasileira, publicou um vídeo de retratação após provocar indignação nos Estados Unidos por fazer comentários irônicos sobre o assassinato do ativista conservador Charlie Kirk. A controvérsia começou depois que a jovem recitou um poema durante um evento universitário no Texas, com referências à morte do comentarista político, assassinado a tiros em setembro de 2025.
A apresentação ganhou repercussão nas redes sociais e foi criticada por internautas, que consideraram o conteúdo ofensivo e desrespeitoso à memória de Kirk. Diante da reação, Isa reconheceu a gravidade de suas declarações e assumiu a responsabilidade pelo episódio.
No vídeo de desculpas, a estudante pediu perdão diretamente a Erika Kirk, viúva do ativista, aos dois filhos do casal e a todas as pessoas que se sentiram ofendidas. Ela afirmou ser cristã, classificou suas palavras como profundamente insensíveis e disse esperar uma oportunidade para demonstrar que aprendeu com o ocorrido.
“Não há nada de aceitável ou engraçado na violência política”, declarou.
A repercussão também atingiu a família da estudante. Usuários das redes sociais passaram a exigir sua expulsão da universidade e alguns chegaram a defender a deportação de seus pais. Até o momento, não há confirmação de irregularidades migratórias envolvendo os familiares nem de qualquer procedimento de deportação relacionado ao caso.
A exposição aumentou depois que fotografias e informações pessoais da família começaram a circular na internet. Em meio à controvérsia, Isa apagou seu perfil no Instagram.
A universidade anunciou uma investigação formal sobre o episódio e afirmou que não tolera incitação à violência. Até agora, porém, não foi confirmada nenhuma decisão de expulsão da estudante ou medida disciplinar definitiva.
O caso reacendeu o debate nos Estados Unidos sobre os limites da liberdade de expressão em ambientes universitários e as consequências de manifestações públicas relacionadas à violência política. A exposição dos familiares, que não participaram diretamente das declarações, também passou a ser motivo de preocupação.
Charlie Kirk tinha 31 anos e era uma das principais figuras do movimento conservador americano. Aliado do presidente Donald Trump, ele foi cofundador da organização Turning Point USA e ganhou destaque por sua atuação política entre estudantes universitários.
O ativista foi morto em 10 de setembro de 2025, durante um evento na Universidade Utah Valley, em Utah. Casado com Erika Kirk e pai de duas crianças, sua morte teve grande repercussão nos Estados Unidos e no exterior.