Criança de 4 anos, autista e não verbal, é salva após entrar em lago no condado de Hillsborough (FL)

Por Arlaine Castro

O menino estava somente de fraldas e sem camisa e foi encontrado "boiando" em cima do mato dentro do lago.

Um menino de 4 anos foi resgatado de um lago por policiais do condado de Hillsborough na manhã de terça-feira, 11. A criança, autista e não verbal, teria entrado sozinha no lago.

O Gabinete do Xerife do Condado de Hillsborough disse que um vizinho preocupado ligou para o 911 na manhã de terça-feira sobre uma criança correndo pela rua e entrando em um lago perto de Valleyridge Court. Ela estava somente de fraldas e sem camisa.

Os policiais chegaram em 10 minutos e entraram no lago, que tem muita lama, águas profundas e turvas e é cheio de ervas daninhas. Por sorte, a criança estava sendo mantido flutuando por taboas na lagoa.

As imagens da câmera corporal de um dos policiais os mostram andando pela água lamacenta para tentar alcançar o menino. Eles conseguiram tirá-lo da água e o entregaram à família.

O xerife Chad Chronister disse que seu escritório trabalhará com o Departamento de Crianças e Famílias (DCF) para determinar se houve negligência.

A ABC Action News conversou com a mãe da criança, que tem outros três filhos. Ela disse que sua casa é segura para evitar acidentes com crianças, mas mesmo assim o filho saiu sem que ela percebesse. O DCF a ajudou a melhorar suas fechaduras e colocar alarmes em suas portas na quarta-feira. Ela disse que ama o filho e é uma boa mãe.

Autismo

Normalmente, as crianças são atraídas pela água porque é algo sensorial para elas. Para crianças com autismo, mais ainda, porque é "calmante para eles. Eles gostam do som da água. Eles gostam da aparência, da sensação. Então, infelizmente, eles vão direto para a água", explicou ao canal Fox 13 Brittany Collins, que tem um filho de oito anos com autismo e fundou a organização "Amauri's World", para aumentar a conscientização, conectar famílias com um ente querido com autismo e orientá-los sobre os recursos da comunidade.

“Crianças com autismo, adultos com autismo, não têm senso de perigo. Então o que eu tive que fazer foi aprender suas dicas, seus maneirismos", complementa.