Com duas filhas e sem família na FL, brasileira com câncer raro pede ajuda

Por Arlaine Castro

Jéssica Gomes Ribeiro, 35 anos, foi surpreendida com um diagnóstico em setembro de um câncer raro de ovário.

Moradora de Homestead, no condado de Miami-Dade, Jéssica Gomes Ribeiro, 35 anos, foi surpreendida com um diagnóstico sério em setembro: um câncer raro de ovário - um tumor de células da granulosa no ovário esquerdo revelado após uma cirurgia.

Ao Gazeta News, Ribeiro contou que uma dor incômoda após a última cesariana a fez procurar vários médicos. Durante anos fez várias consultas nas quais os diagnósticos foram variados, mas nunca mencionaram uma possibilidade de câncer. Até que precisou fazer uma cirurgia e descobriu "por acaso" o que tinha.

"A vida me pregou uma peça. Em 19 de setembro fiz uma cirurgia laparoscópica para corrigir um defeito de cesariana que foi diagnosticado erroneamente por três longos anos. Pouco sabia eu que essa cirurgia revelaria um câncer raro de ovário - um tumor de células da granulosa no meu ovário esquerdo", conta.

Em 30 de outubro, Ribeiro fez uma histerectomia total e retirou os ovários, útero, trompas, colo do útero e omento. O relatório patológico revelou câncer em estágio avançado 3A2 (metastático), com células cancerígenas se espalhando para quatro lugares no peritônio.

Com previsão de iniciar a quimioterapia em 4 de dezembro, exatamente no dia do seu aniversário, ela está buscando apoio na comunidade brasileira. "Será uma longa batalha", diz.

Campanhas 

Ribeiro trabalha como corretora de imóveis, tem duas filhas, de 5 e 15 anos, mas é mãe solo e única provedora do lar, e está sem poder trabalhar há dois meses.

De São Paulo, capital, ela mora na Flórida desde novembro de 2016. "Me mudei para casar e me divorciei faz 3 anos. Tenho custódia compartilhada da minha filha pequena que nasceu aqui, por isso tenho que permanecer aqui durante esse processo e tratamento", explica.

"O peso deste diagnóstico é grande, não apenas emocionalmente, mas financeiramente", diz Ribeiro, que tem seguro de saúde, mas o mesmo não cobre todo o tratamento.

Sem familiares na Flórida, ela criou campanhas online para ajudar a arcar com o tratamento e com as despesas de casa.

"Eu venho pedir humildemente a ajuda de vocês, não apenas para mim, mas para minhas filhas. Sua ajuda será importante para custos do tratamento e outras despesas, já que, devido aos efeitos colaterais, será ainda mais difícil arcar com todas as despesas sozinha", declara. 

Comunidade brasileira

Assim como Jéssica, infelizmente várias brasileiras são acometidas por algum tipo de câncer na Flórida todos os anos. Com o compromisso de ajudar a comunidade, o Gazeta News busca divulgar, além dos casos e campanhas, o trabalho de outras pessoas que ajudam quem precisa. 

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