Juíza bloqueia temporariamente transferência de terreno em Miami para biblioteca presidencial de Trump

Decisão atende a ação que acusa autoridades locais de violar lei de transparência do governo da Flórida

Por Lara Barth

Juiza federal bate o martelo contra medidas de fianças do DHS

Uma juíza da Flórida suspendeu temporariamente a transferência de um terreno avaliado em mais de US$ 67 milhões no centro de Miami, destinado à futura biblioteca presidencial de Donald Trump. A decisão foi tomada nesta terça-feira (14) pela juíza Mavel Ruiz, após um ativista local alegar violação da lei de governo aberto do estado durante o processo de doação da área.

O caso teve início quando Marvin Dunn, historiador e ativista de Miami, entrou com uma ação contra o Conselho de Curadores do Miami Dade College, que anteriormente detinha a posse do terreno. Segundo a denúncia, o conselho teria descumprido a lei “Government in the Sunshine”, ao não dar aviso público adequado da reunião de 23 de setembro, na qual decidiu transferir o terreno para o estado.

Uma semana depois, o governador Ron DeSantis e o gabinete estadual aprovaram uma nova transferência, passando o controle da área para a fundação responsável pela biblioteca presidencial de Trump. A entidade é administrada por Eric Trump, Michael Boulos (marido de Tiffany Trump) e o advogado James Kiley.

Em sua decisão, a juíza Ruiz ressaltou que a medida não tem motivação política, mas busca garantir que os procedimentos públicos sigam as normas legais. “Não é um caso baseado em política, pelo menos não para este tribunal”, afirmou.

O advogado de Dunn, Richard Brodsky, reforçou que a ação se concentra no cumprimento da lei de transparência: “O público tem o direito de saber o que está sendo decidido, especialmente em uma transação tão significativa e incomum, que priva os estudantes e o colégio de uma propriedade valiosa.”

Fonte: NBC