Família acusa Universal de confusão que terminou em expulsão do parque e acusação de furto

Pais dizem que mal-entendido envolvendo filha autista em visita ao Epic Universe resultou em abordagem de segurança e punição

Por Lara Barth

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Uma família da Flórida afirma que uma visita ao parque Epic Universe, do complexo Universal Orlando, para comemorar o aniversário da filha autista terminou em constrangimento, expulsão do local e acusação de furto — situação que, segundo eles, foi fruto de um mal-entendido relacionado à deficiência da criança.

Nikki Daou contou que esteve no parque no dia 27 de dezembro com o marido e a filha de sete anos, que é autista e não verbal. Segundo ela, a menina estava comemorando o aniversário, e a família havia previamente registrado suas necessidades no programa de acesso para pessoas com deficiência da Universal, além de revisar as acomodações necessárias antes da visita.

Após algumas horas no parque, a família entrou em uma loja temática do personagem Mario. A criança se empolgou com um chaveiro, mas, conforme o local ficou mais cheio, acabou ficando sobrecarregada e agitada. Daou disse que levou a filha para fora da loja para acalmá-la, enquanto o marido permaneceu no interior do estabelecimento com a intenção de pagar pelo item, que custava US$ 16.

Segundo Daou, o marido retirou a etiqueta do produto e ficou com ela dentro da loja. Pouco depois, ela foi abordada do lado de fora por seguranças da Universal e acusada de furto.

“Eu fiquei muito assustada. Comecei a chorar imediatamente”, relatou.

Ela afirmou ter explicado que o marido ainda estava dentro da loja e que pretendia pagar pelo chaveiro. Mesmo assim, disse que foi levada a uma sala de segurança para ser interrogada. Em seguida, teria sido informada de que agentes do xerife do condado de Orange estavam a caminho e que a família seria escoltada para fora do parque.

Daou afirma que foi notificada de que estava proibida de entrar no parque por um ano e que receberia uma multa pelo correio.

O advogado da família, Eric Block, do escritório Morgan & Morgan, disse que enviou uma notificação formal à Universal, acusando a empresa de reagir de forma exagerada e de não considerar nem a explicação apresentada nem a condição da criança.

“Eles não pediram desculpas nem reconheceram que se tratava de um mal-entendido”, afirmou Block. “Em vez disso, enviaram uma cobrança em dinheiro, acusando-a de furto.”

Daou disse acreditar que a deficiência da filha não foi levada em conta durante a abordagem e questionou se os funcionários estavam preparados para lidar com situações previstas nas políticas de acessibilidade do parque.

Procurada, a Universal Orlando não respondeu ao pedido de comentário. A mãe afirmou que decidiu tornar o caso público na esperança de evitar que outras famílias com pessoas com deficiência passem por situações semelhantes em parques temáticos.

Fonte: Click Orlando