Estudo aponta Miami como a cidade com os piores motoristas dos Estados Unidos

Pesquisa indica que condutores da cidade são considerados os mais agressivos, mal-educados e irritantes do país

Por Lara Barth

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Miami voltou ao centro do debate sobre comportamento no trânsito nos Estados Unidos após um estudo recente do escritório jurídico Lemon Law Experts apontar que a cidade tem os motoristas mais agressivos, rudes e irritantes do país, superando outras grandes áreas metropolitanas americanas.

De acordo com a pesquisa, Miami alcançou a impressionante pontuação de 98,50 em 100 no chamado “índice de irritação ao volante”. O levantamento mostra que 86% dos moradores avaliam os motoristas locais com nota 7 ou superior, em uma escala em que 10 representa “extremamente irritante”.

A diferença entre Miami e as demais cidades é significativa. A distância entre a primeira colocada e a segunda, Las Vegas (Nevada), é maior do que a diferença entre a segunda e a sétima colocada, Albuquerque (Novo México), o que indica que o problema na cidade da Flórida é particularmente acentuado.

Entre os comportamentos mais citados como irritantes pelos entrevistados estão trocar de faixa sem dar seta, dirigir colado no carro da frente, excesso de velocidade, não dar passagem para veículos que tentam entrar na via e práticas desrespeitosas ao estacionar. Essas atitudes, além de gerarem estresse, aumentam os riscos nas ruas da cidade.

Embora Miami lidere o ranking, estudos mais amplos indicam que a direção agressiva é um problema disseminado em todo o país. Segundo a AAA Foundation for Traffic Safety, 96% dos motoristas admitem ter adotado algum tipo de comportamento agressivo no último ano, e 92% reconhecem atitudes que colocam outros em risco.

A pesquisa também aponta mudanças no comportamento ao longo do tempo. Em comparação com dados de 2016, houve aumento de 67% nos casos de “fechadas” em outros veículos e crescimento de 47% nas buzinas usadas por raiva. Por outro lado, dirigir colado caiu 24% e gritar com outros motoristas diminuiu 17%.

Especialistas apontam múltiplas causas para o problema, como congestionamentos frequentes, pressão para chegar rápido ao destino, normalização da agressividade no trânsito e a sensação de anonimato ao volante.

Para melhorar a convivência nas vias, os estudos recomendam medidas simples, como sinalizar manobras, manter distância segura, evitar confrontos diretos e lembrar que todos compartilham o mesmo objetivo: chegar em casa em segurança.

Fonte: NBC