Sem licença médica: brasileira investigada por procedimento estético volta a ser presa na Flórida

Gabriela Magalhães Pereira responde por crimes de terceiro grau e permanece detida em Orange County

Por Lara Barth

Brasileira Gabriela Magalhães Pereira foi novamente detida em Orlando

A brasileira Gabriela Magalhães Pereira, de 29 anos, voltou a ser presa em Orange County, na Flórida, após o cumprimento de um mandado judicial relacionado a um processo criminal já em andamento.

De acordo com registros da corte, ela permanece sob custódia enquanto o caso segue tramitando no sistema judicial. Uma nova audiência está marcada para o dia 2 de março de 2026, e deverá ser realizada dentro da unidade prisional. O mandado estabelece fiança total de US$ 10 mil.

Gabriela responde por acusações de prática de medicina sem licença e exercício ilegal de profissão na área da saúde, ambas classificadas como *felonies* de terceiro grau. Ela também é acusada de distribuição de medicamentos sem autorização.

Entenda o caso

Gabriela já havia sido presa anteriormente no mesmo processo, que ganhou repercussão na comunidade brasileira na Flórida.

Segundo a investigação, ela teria realizado um procedimento estético do tipo Endolaser na região da papada de uma cliente, mesmo sem possuir licença médica para atuar na área.

O relatório aponta que, durante a aplicação, o equipamento teria permanecido por tempo excessivo na região do queixo, causando queimaduras, formação de bolhas e necrose. Após o procedimento inicial, Gabriela teria recebido a cliente em outras sessões, na tentativa de corrigir os danos, continuando a se apresentar como profissional habilitada.

O atendimento teria ocorrido no Tonya Beauty Spa, em Orlando, estabelecimento conhecido entre brasileiros e frequentemente divulgado em redes sociais por clientes e influenciadores.

De acordo com os investigadores, a cliente aceitou realizar o procedimento em troca da autorização para uso de sua imagem como modelo nas redes sociais do local.

O mandado de prisão contra Gabriela Magalhães Pereira foi expedido em 29 de julho de 2025. O caso segue sob análise da Justiça da Flórida.