Família de menina de 4 anos que morreu afogada em Airbnb em Miami-Dade planeja processar proprietário
Advogado aponta falta de medidas obrigatórias de segurança na piscina de imóvel alugado por temporada
A família de uma menina de 4 anos que morreu afogada em uma piscina de um imóvel alugado por temporada em Miami-Dade, na Flórida, anunciou que pretende processar o proprietário da residência. O caso ocorreu no dia 5 de março, enquanto os pais dormiam. A criança, Kennedi Ray, que era autista, teria tido acesso à área externa da casa sem que houvesse mecanismos de segurança adequados.
Semanas após a tragédia, a mãe da menina, Adeanah Francis, voltou ao local do acidente e, emocionada, falou sobre a perda da filha. “Ela só teve quatro anos aqui. Nós a amávamos muito. Sentimos muita falta dela”, disse, acrescentando que não deseja que outras famílias passem pela mesma dor.
Segundo o advogado da família, Adam Finkel, o imóvel não possuía dispositivos de segurança exigidos por uma legislação local de Miami-Dade para piscinas em propriedades de aluguel de curto prazo. A norma determina que ao menos uma medida de proteção esteja instalada, como cercas de isolamento, coberturas de segurança, alarmes na piscina ou travas e alarmes em portas com acesso à área externa.
“Uma criança conseguiu acesso ao quintal. Não havia alarme, não havia barreiras, e perdemos Kennedi”, afirmou o advogado, questionando como o imóvel poderia ser anunciado como “adequado para famílias” sem cumprir requisitos básicos de segurança.
A plataforma Airbnb, onde a reserva foi feita, lamentou o ocorrido em nota e declarou apoio a iniciativas legislativas para reforçar regras de segurança em residências com piscina na Flórida. O anúncio do imóvel foi removido do site, mas, segundo a defesa da família, ainda permanece ativo em outras plataformas de aluguel por temporada.
O advogado confirmou que a família pretende entrar com uma ação judicial contra os responsáveis pelo imóvel, alegando negligência e descumprimento das normas de segurança.
Fonte: CBS