Chances de "Super El Niño" aumentam e podem impactar clima na Flórida
Fenômeno climático pode reduzir furacões no verão, mas trazer mais chuvas e tempestades no inverno
As chances de formação de um “Super El Niño” até o verão de 2026 estão aumentando, segundo novas projeções meteorológicas. O fenômeno, que já era esperado, pode atingir intensidade acima da média e provocar impactos significativos no clima global — incluindo na Flórida.
Dados recentes de modelos europeus indicam temperaturas da superfície do mar no Pacífico equatorial mais de 2 °C acima do normal. Para caracterizar o El Niño, esse aumento precisa ser de apenas 0,5 °C, o que mostra a força potencial do evento.
Especialistas alertam, no entanto, para a chamada “barreira de previsão da primavera”, período em que as projeções climáticas costumam ter maior margem de erro. Ainda assim, medições atuais da superfície e das camadas mais profundas do oceano reforçam a possibilidade de um El Niño forte.
Na prática, os efeitos já conhecidos do fenômeno devem se repetir. Durante o verão, a tendência é de redução no número de tempestades tropicais nomeadas no Atlântico. Isso ocorre porque o El Niño aumenta o cisalhamento dos ventos e a estabilidade atmosférica, dificultando a formação de furacões.
Mesmo assim, especialistas lembram que eventos extremos ainda podem acontecer. Um exemplo histórico é o furacão Andrew, que atingiu o sul da Flórida em 1992, durante um ano de atividade abaixo da média.
Já no outono e inverno, o cenário muda. O El Niño costuma trazer mais chuvas e tempestades para a Flórida, aumentando o risco de eventos severos. Por outro lado, esse padrão também ajuda a evitar períodos prolongados de seca durante a estação mais seca do estado.
Fonte: Click Orlando