Menina de 4 anos morre afogada em lago residencial na Flórida; médicos reforçam alerta sobre prevenção

Criança foi encontrada pelo pai nos fundos de casa, em Plantation; especialistas lembram que afogamentos continuam sendo a principal causa de morte entre crianças de 1 a 4 anos nos EUA

Por Lara Barth

Piscina, água, verão

Uma menina de 4 anos morreu após se afogar em um lago localizado nos fundos de sua residência, na cidade de Plantation, no condado de Broward, na Flórida. O caso aconteceu na manhã de domingo (5) e está sendo tratado pelas autoridades como um afogamento acidental.

Segundo a polícia de Plantation, o incidente ocorreu por volta das 10h, em uma casa localizada na região da Northwest 107th Avenue, no bairro de Westport.

De acordo com os investigadores, o pai da criança encontrou a filha de bruços na água, iniciou imediatamente as manobras de reanimação cardiopulmonar (RCP) e acionou o serviço de emergência.

A menina foi levada ao Broward Health Medical Center, mas não resistiu e teve a morte confirmada pelos médicos.

Em nota, a polícia informou que, com base nas evidências reunidas até o momento, tudo indica que o caso foi um trágico acidente. A identidade da criança não foi divulgada.

Afogamentos continuam sendo uma das maiores ameaças para crianças

O caso reacende o alerta de especialistas sobre os riscos de afogamento infantil nos Estados Unidos.

Segundo a Academia Americana de Pediatria (AAP), o afogamento é a principal causa de morte entre crianças de 1 a 4 anos e está entre as principais causas de óbito para crianças e adolescentes de 5 a 14 anos.

O médico Rohit Shenoi, um dos autores de um recente alerta da entidade, destaca que o tempo de resposta é fundamental.

"Quando ocorre um afogamento, cada segundo conta. Um resgate rápido e o início imediato da reanimação podem significar a diferença entre a vida, a morte ou sequelas permanentes", afirmou.

Estima-se que entre 4 mil e 5 mil pessoas morram afogadas todos os anos nos Estados Unidos. Embora a maioria das vítimas seja composta por adultos em lagos, rios e oceanos, o risco é proporcionalmente muito maior para crianças pequenas.

Casos voltaram a crescer após a pandemia

Após décadas de queda, os afogamentos infantis voltaram a aumentar nos Estados Unidos.

Dados apontam que as mortes acidentais por afogamento entre crianças passaram de 756 em 2019 para 865 em 2024, sendo a maior parte das vítimas menores de cinco anos.

Especialistas atribuem esse aumento aos impactos da pandemia de COVID-19, que interrompeu aulas de natação e programas de formação de salva-vidas, além de coincidir com um aumento na construção de piscinas residenciais e em situações de crianças sem supervisão adequada.

Como prevenir afogamentos

Especialistas reforçam que a prevenção continua sendo a principal forma de salvar vidas.

Entre as recomendações estão:

- Nunca deixar crianças pequenas sozinhas ou sem supervisão perto da água, mesmo por poucos segundos;
- Instalar cercas com portões de fechamento automático ao redor de piscinas;
- Matricular crianças em aulas de natação desde cedo;
- Manter atenção exclusiva às crianças durante atividades aquáticas, evitando distrações como celulares, livros ou conversas.

Organizações de prevenção também alertam que pulseiras, alarmes e outros dispositivos de segurança podem servir como complemento, mas não substituem a supervisão constante de um adulto.

"Isso acontece em um piscar de olhos", alertam especialistas, reforçando que a vigilância permanente continua sendo a medida mais eficaz para evitar novas tragédias.

Fonte: Local 10