Autoridades alertam torcedores sobre venda de camisas falsas da Copa do Mundo na Flórida
Mais de 16 mil uniformes falsificados foram apreendidos em Miami; governo dos EUA afirma que o comércio ilegal pode financiar organizações criminosas.
Com a reta final da Copa do Mundo de 2026, autoridades federais dos Estados Unidos intensificaram o combate à venda de camisas falsificadas do torneio e alertam os torcedores para os riscos de comprar produtos de origem ilegal.
Quem passou pelos arredores dos estádios ou pelas áreas da Fan Fest provavelmente encontrou vendedores oferecendo uniformes por preços muito abaixo dos praticados nas lojas oficiais. Apesar da aparente economia, as autoridades afirmam que a compra desses produtos pode ajudar a financiar organizações criminosas.
Segundo a Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA (CBP), milhares de camisas falsificadas já foram apreendidas desde o início do Mundial. Somente em uma única carga interceptada em Miami, os agentes encontraram mais de 16 mil uniformes falsificados.
As autoridades alertam que, além de prejudicar fabricantes e comerciantes autorizados, os produtos não passam por qualquer controle de qualidade.
"Você não sabe a qualidade do que está comprando, da tinta utilizada ou dos materiais empregados. Não existe nenhum tipo de controle de qualidade e, no fim, o consumidor acaba perdendo dinheiro", afirmou Robert del Toro, diretor interino do porto do Aeroporto Internacional de Miami.
Outro ponto de preocupação é o destino do dinheiro arrecadado com as vendas ilegais. Segundo o CBP, os recursos obtidos com a comercialização de produtos falsificados podem financiar organizações criminosas internacionais, envolvidas em atividades como tráfico de drogas, tráfico de pessoas e outros crimes.
De acordo com os agentes, o volume de importações ilegais aumentou significativamente desde o início da Copa do Mundo, especialmente no sul da Flórida, uma das principais portas de entrada de mercadorias no país.
As autoridades reforçam que a operação de combate à falsificação continua em andamento e não se limita à Flórida.
"O trabalho continua em todo o país. A CBP permanece mobilizada para impedir que esse tipo de produto entre nos Estados Unidos", afirmou um representante da agência.
Fonte: NBC