Salário mínimo da Flórida terá novo aumento em setembro; veja quanto vai subir

Último reajuste previsto pela legislação entra em vigor no dia 30 de setembro e encerra sequência de aumentos aprovada pelos eleitores

Por Lara Barth

Dólar; dinheiro; economia

O salário mínimo da Flórida terá um novo aumento neste mês. O reajuste está previsto para entrar em vigor no dia 30 de setembro de 2026 e será o último aumento programado dentro da sequência aprovada pelos eleitores do estado.
A mudança começou após a aprovação da Emenda 2, em 2020, que determinou uma série de aumentos anuais no salário mínimo da Flórida. O valor chegou a US$ 14 por hora em 30 de setembro de 2025.
A partir do reajuste deste ano, o salário mínimo deixará de seguir aumentos fixos previstos pela emenda e passará a ser corrigido anualmente de acordo com a inflação, como já acontecia no estado desde 2004.
Antes da aprovação da Emenda 2, o salário mínimo da Flórida era de US$ 8,46 por hora.
A proposta foi liderada pelo advogado John Morgan, fundador do escritório Morgan & Morgan e presidente do comitê político Florida For A Fair Wage. Segundo o próprio escritório, Morgan investiu milhões de dólares na campanha pela aprovação da medida, que ele classificou como uma luta "moral, ética e religiosa" contra os chamados "salários de escravidão".
A emenda foi aprovada por uma margem apertada, pouco acima dos 60% dos votos necessários para entrar em vigor.
Na época, os opositores argumentaram que os aumentos poderiam elevar os custos trabalhistas para pequenas empresas e famílias, além de dificultar a contratação de jovens em empregos de nível inicial.
O economista Sean Snaith, da University of Central Florida (UCF), afirmou ao News 6 após o reajuste do ano passado que aumentos desse tipo podem ter efeitos negativos para trabalhadores de baixa renda, incluindo redução de horas trabalhadas e benefícios e, em alguns casos, aumento do desemprego.
"Quando o salário mínimo é estabelecido acima do salário de mercado, isso cria um excesso de mão de obra que pode ou não se manifestar como um aumento do desemprego", afirmou Snaith.

Fonte: Click Orlando