O futuro do gás natural no Brasil - Pense Green
Nos anos 2000, o Brasil aprofundou a sua relação comercial com a Bolívia para a importação do gás natural boliviano para suprir a demanda industrial e doméstica no nosso país, porém, já havendo expectativas para a descoberta de novas fontes de GNL (gás natural liquefeito) no Norte e Nordeste brasileiro, principalmente, a partir de estudos para a exploração da Bacia do Solimões, na região Norte.
Desde 2008, consultores e técnicos acreditam que o Brasil não dependerá mais de importação de gás natural, dentro de uma previsão de autossuficiência que permitiria às empresas verde e amarelo explorarem cerca de 180 milhões de metros cúbicos diário em 2020, incluindo a produção da Petrobras e de empresas privadas de energia.
O excedente poderá ser exportado para países vizinhos, como a Argentina, onde os “hermanos” sofrem com a atual baixa produção de energia para o consumo industrial e doméstico. Além da Argentina, o Peru seria um consumidor potencial.
Em 2012, ainda considerada uma fronteira energética no Brasil, o GNL que sempre foi explorado junto com o petróleo em alto mar, passou a ser considerado por meio de pesquisas da ANP (Agência Nacional do Petróleo) como o combustível de maior presença em regiões terrestres, numa dimensão similar a encontrada no pré-sal da Bacia de Santos, gerando uma nova oferta no mercado de mais de 360%, dos atuais 65 milhões para 300 milhões de metros cúbicos por dia, entre os anos de 2025 e 2027.
A Petrobras já estima uma produção de 200 milhões de metros cúbicos ao dia, inaugurando uma era de ouro do GNL no país. Há estudos sobre a futura exploração nas bacias do Parecis, em Mato Grosso, e do São Francisco, em Minas Gerais.
Para engenheiros e ambientalistas, o GNL simboliza uma fonte de energia de transição entre os combustíveis fósseis e os combustíveis proveniente da geração de energia limpa, transição prevista para durar até 2050.
