Planejamento

Por Marcelo Mello

crisis

Ano começando com os mesmos velhos problemas no Brasil. Claro, nem poderia ser diferente, afinal, essa crise não é brincadeira, ou melhor, é a consequência da brincadeira de um partido político que entende tanto de economia quanto eu entendo de cirurgias cerebrais. Ou seja, nada!

O que devem fazer os simples mortais como nós, que ficamos à mercê dessa gente irresponsável? Rezar? Orar? Torcer? Bem... acho que tudo isso e mais, devemos agir para não nos arrebentarmos ainda mais.

As demissões estão crescendo e esse quadro assustador não deve ser alterado num curto período. Conheço gente extremamente competente que está sendo demitida porque as empresas em que trabalham não estão mais se aguentando. Algumas corporações apostam num programa de demissão voluntária, até a Petrobras entrou nessa. Multinacionais também. Andei me informando com velhos clientes no Brasil e há gigantes fazendo o mesmo.

Pode ser uma saída para quem.... não está vendo saída. Pode ser a tal luz no fim do túnel sem ser o trem em alta velocidade. Por que falo isso? Olha só, quando uma crise dessas bate à porta de uma empresa a ponto de ela fazer um programa dessa magnitude, é porque a coisa está no limite. O passo seguinte será demitir sem dó nem piedade e... você pode estar na lista. Por mais proteção que as leis trabalhistas dão aos empregados, um acordo voluntário pode ser melhor, financeiramente falando. Psicologicamente também, afinal, é muito melhor pedir para sair do que ser saído, se é que me entende.

Já vi isso acontecer antes. Ainda que essa crise seja sem precedentes, o Brasil está em algum tipo de crise desde 1500. Não sei se na época dos índios já havia alguma, mas de 1500 para cá sempre houve crise. Tenho um amigo que na década de noventa topou um acordo de demissão voluntária. Ele trabalhava em uma grande empresa americana de produtos químicos e sua saída lhe rendeu uma bela grana. Ele tinha quase 17 anos de casa e por essa razão recebeu uma gorda indenização. Abriu um negócio próprio e se deu muito bem. Mas o momento do Brasil era outro. A coisa era desgovernada, mas andava. O cenário mudou.

O país agora despenca. Parece que depois do fundo do poço resta um porão e, nesse porão, ainda tem um ralo. A queda nunca termina. De toda forma, melhor pegar uma indenização maior agora do que ser demitido lá na frente. Entenda-se por “lá na frente” coisa de um mês, talvez dois.

O problema é ainda maior porque não é, nem sendo o maior otimista do mundo, momento de empreender no Brasil. Meu conselho? Um belo planejamento, fazer as malas e se mandar do país antes que o barco afunde de vez. O Brasil é um Titanic, bateu no iceberg e já se quebrou ao meio. A hora é de salvar a própria pele porque, com toda certeza desse mundo, não há botes para todos. Aproveite o Ano Novo e... planeje sua nova vida!