Projeto oferece apoio a brasileiros para adaptação nos EUA

Por Arlaine Castro

Renata Rodrigues campanha setembro amarelo
‘Falar é a melhor solução!’: a campanha teve pedidos de ajuda de pessoas que estavam com o pensamento de cometer o suicídio A adaptação em outro país vem muitas vezes com um misto de emoções que nem sempre trazem somente alegria. Quebrar a barreira da língua e de novos costumes pode desencadear estresse e até depressão. Por isso, percebendo a necessidade de alguns brasileiros em ter algum acompanhamento emocional, a goiana Renata Rodrigues iniciou um movimento de apoio e prevenção ao suicídio na Carolina do Sul que ganhou força nas redes sociais e alcançou também brasileiros que vivem em outros estados. “Meu objetivo com a campanha “setembro amarelo” foi, além de dar ênfase aqui na comunidade Brasileira na Carolina do Sul, também era alcançar meu público do Instagram (www.instagram.com/renatar3official/). No dia 29 de setembro fizemos uma ‘live’ com a Morgana e uma psicóloga que rendeu muita discussão e pelo menos cinco pessoas pediram ajuda”, destacou. Como resultadoda campanha “Setembro Amarelo” nas redes sociais, Renata aponta um alcance satisfatório de 23.500 pessoas; além de 90 casos de reflexão;cinco parceiros; três psicólogas e dois apoiadores; e o mais importante: 11 pessoas encaminhadas para ajuda profissional. Especialista em Gestão de Pessoas, um dos trabalhos de Renata em prol do desenvolvimento humano é instigar reflexões através da rede social do Instagram - sob o título “R3 DIA APÓS DIA” – por isso, por vivenciar atualmente muitos imigrantes tentando lidar com as emoções e sentimentos de saudade, com as lutas cotidianas que geram dores, frustrações, ansiedades e até a depressão, no mês de setembro, o seu foco foi um assunto de extrema relevância: o suicídio. “As pessoas nos procuram. Recebemos os relatos e, dependendo do contexto, encaminhamos para tratamento. Pelo menos oito pessoas já foram encaminhadas para psicólogos”, conta. A outra brasileira que atua junto com Renata nesse projeto é Morgana Bezerra, que vive há 16 anos e também sentiu a necessidade de falar sobre o assunto para ajudar e dar voz aos que sofrem calados. “Tem sido bastante o fluxo de brasileiros migrando pra os EUA e todos os dias a história se repete, então senti a necessidade de ser a voz de muitos que chegam e falam que todo o começo é bem complicado”, enfatiza. “Quem acaba de chegar, se depara com uma realidade muito dura, onde se trabalha muito durante a semana e o tempo que resta seria para as tarefas acumuladas do dia a dia. O que acaba limitando de viver uma vida plena, podendo assim acarretar em carência, solidão e tantos outros sintomas que os podem a levar a uma futura depressão”, ressalta Bezerra, que convive bastante com a comunidade. As brasileiras destacam que o objetivo agora é conquistar parceiros e patrocinadores para assim, conseguirem abrir um espaço social de atendimento à comunidade imigrante. Para mais informações sobre o projeto, acesse o perfil da Renata Rodriguesou assista à live pelo link facebook.com Leia também Prefeito de Miami-Dade fala sobre a importância da comunidade brasileira na FL