Starbucks fecha 8 mil lojas para treinar funcionários contra racismo

Por Gazeta News

starbucks internet pixabay
A rede de cafeterias Starbucks vai fechar 8 mil lojas próprias na tarde desta terça-feira, 29, em todo os Estados Unidos para treinar cerca de 175 mil funcionários como evitar a discriminação racial. A empresa tomou a decisão do treinamento depois de ser acusada de discriminação racial em abril e virar alvo de boicote por parte da população, quando dois homens negros foram presos no dia 12 de abril em um de seus cafés na Filadélfia enquanto aguardavam o amigo dentro da loja. A prisão dos dois rapazes foi filmada e gerou condenação generalizada à empresa nas redes sociais, protestos em frente à unidade e convocação de boicote à rede. "Embora não se limite à Starbucks, estamos comprometidos em sermos parte da solução", declarou o presidente da empresa, Kevin Johnson, na ocasião. Rashon Nelson e Donte Robinson fecharam com a Starbucks e a cidade da Filadélfia um acordo simbólico no qual receberam uma indenização de US$ 1 e a promessa da prefeitura de financiar com US$ 200 mil um programa para estudantes de escolas públicas que desejem se tornar empresários. Além do treinamento aos funcionários, a Starbucks também passou a abrir os banheiros das lojas. A empresa permitirá que mesmo pessoas que não consumam nada no local usem o banheiro. "Não queremos nos tornar um banheiro público, mas tomaremos a decisão correta e daremos a chave para as pessoas", disse nesta quinta-feira o diretor-executivo da Starbucks, Howard Schultz, em um debate no centro de análises Atlantic Council de Washington DC. "Todos são bem-vindos ao Starbucks. Não queremos que ninguém no Starbucks se sinta como se não pudesse ir ao banheiro porque não merece". A empresa declarou que quer evitar incidentes parecidos no futuro. Com informações da Reuters. Leia ainda Contra medidas de Trump, Starbucks anuncia contratação de 10 mil refugiados Rede Starbucks oferece bolsa de estudos para funcionários