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Trump aguarda em Singapura o encontro com Kim Jong-un
O tão esperado encontro entre os líderes dos Estados Unidos e da Coreia do Norte será dentro de poucas horas. O presidente Donald Trump disse nesta segunda-feira, 11, que a histórica reunião com o líder norte-coreano, Kim Jong-un, em Singapura, pode "funcionar muito bem". A cúpula vai acontecer na terça-feira, 12.
Os dois líderes já estão em Singapura, onde chegaram no domingo, 10. Esta será a primeira reunião presencial da história entre os líderes dos dois paísesque são inimigos desde a Guerra da Coreia entre 1950 e 1953
Otimista com o encontro, Trump disse ao primeiro-ministro de Singapura, Lee Hsien Loong que acha que “o encontro será bom e irá funcionar bem. Nós apreciamos sua hospitalidade e profissionalismo e amizade... Você é meu amigo", disse.
As autoridades dos dois países se encontraram por duas horas nesta segunda-feira para reduzir diferenças sobre como finalizar o impasse nuclear na península coreana.
Segundo comunicado da Casa Branca, osdois líderes se reunirão a sósdurante um tempo - ainda indeterminado - ao começo da sua cúpula na terça-feira e só depois devem ir ao encontro das outras autoridades presentes.
Cúpula G7
Durante a viagem para Singapura, Trump ficou irritadoe respondeu aos comentários do primeiro-ministro canadense Justin Trudeau, anfitrião do evento, feitos numa coletiva de imprensa já no fim do encontro doG7, que reuniu líderes das sete maiores economias do mundo (EUA, Canadá, França, Alemanha, Reino Unido, Itália e Japão) no final de semana.
Trump escreveu que o premiê canadense fora "muito desonesto e fraco" ao fazer declarações sobre a taxação dos EUA ao aço e alumínio do Canadá, depois que o presidente americano deixou o evento.
"Com base nas declarações falsas de Justin em sua entrevista coletiva e no fato de que o Canadá está cobrando tarifas pesadas dos nossos fazendeiros, trabalhadores e empresas dos Estados Unidos, eu instruí nossos representantes a não endossarem o comunicado enquanto examinamos as tarifas sobre automóveis que inundam o mercado dos EUA!", escreveu o presidente, retirando o apoio ao documento que tinha sido arduamente negociado pelos líderes do G7.
Na coletiva após o encontro, Trudeau reafirmou sua oposição a tarifas sobre aço e alumínio impostas pelos EUA e defendeu a introdução de ações retaliatórias a partir de 1º de julho.
Aos países do G7, Trump exigiu a reintegração da Rússiano clube das maiores economias globais, do qual fora expulsa em 2014 após a anexação da península ucraniana da Crimeia. As sanções contra a Rússia, contudo, foram mantidas.
O clima de tensão no encontro foi capturado por uma foto divulgada pelo governo alemão, no qual a líder alemã Angela Merkel aparece de pé, gesticulando na direção de Trump, o único que está sentado, de braço cruzados, com cara de quem não está satisfeito.
Os líderes do G7 chegaram ao fim da cúpulaassinando um documento enfatizando a importância do livre comércio e a necessidade de modernizar a Organização Mundial do Comércio para torná-la mais justa. Também firmaram acordo em relação à promoção da igualdade de gênero, proteção dos oceanos e das democracias - contra interferências externas.
Com informações da Reuters.