Acidente na I-75: Um ano depois, Lidiane Carmo tem suporte dos amigos e da fé

Por Gazeta News

lidiane carmo

Depois de um ano do acidente que matou 11 pessoas e feriu 18, na I-75 no norte da Flórida, no dia 29 de janeiro de 2012, familiares das vítimas ainda tentam conviver com a dor da perda, enquanto se envolvem em processos para que alguém tome reponsabilidade do acidente.

A brasileira Lidiane Carmo, de 16 anos, que perdeu seus pais, os pastores José e Adriana Carmo, sua única irmã, Letícia, de 17 anos, o tio e sua companheira, não aparece em entrevistas na imprensa local. Ela parece bem protegida pelos amigos, membros da igreja da qual os pais eram pastores, Igreja Internacional da Restauração. O GAZETA tentou entrar em contato com membros da igreja, mas não obteve sucesso até o fechamento desta edição.

Entre os sobreviventes do acidente, Lidiane foi a que mais apareceu na mídia na época, sempre através de intermediários. Ela ficou em estado crítico por mais de um mês, internada em um hospital da Flórida, perto de onde aconteceu o acidente, na I-75, quando ela voltava com a família em uma caravana religiosa, que havia saído de Orlando a caminho de casa, em Marietta, Geórgia.

Como se não bastasse, sua história teve repercussão ainda maior quando aconteceram rumores de que seria deportada, em fevereiro do ano passado, quando ainda estava internada. Mas ela teve seu status imigratório ajustado. Quem se pronunciou em nome de Lidiane ao jornal “The Gainsville Sun” foi o advogado da adolescente no caso do acidente, Bill Mitchell, que afirmou que a jovem está bem fisicamente e se recuperando emocionalmente. “A atitude dela, pelo menos externamente, é positiva”, disse o advogado ao jornal, acrescentando que a fé da jovem é o que a tem ajudado a lidar com a perda.

“Seus pais eram da igreja, que era a vida deles”, disse ele. “Eu realmente acredito que ela adotou a ideia de que eles foram para um melhor lugar e que ela os reencontrará um dia. Ela vai dar o melhor de si agora”.

Lidiane vive agora com o irmão de sua mãe, em Marietta, e segundo o “Marietta Daily Journal”, eles planejavam uma cerimônia privada em memória dos familiares perdidos no acidente, no aniversário de um ano.

Jack Fine, advogado da família de outra vítima, disse que está trabalhando no processo contra a companhia do caminhão que parou no meio da estrada, quando a neblina ficou mais densa. Mas a companhia não fez nada ainda para chegar a um acordo.

Outra família quer que a Florida Highway Patrol e o estado da Flórida assumam alguma forma de responsabilidade pelo que fizeram, desde que a estrada foi reaberta mesmo sem condições suficientes de visibilidade.