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Uso de redes sociais ajuda em adoção de adolescentes “esquecidos” no Brasil
A tecnologia voltada ao social: Um programa de uso das redes sociais tem incentivado a adoção de jovens 'esquecidos' nos abrigos brasileiros. O Facebook e outras plataformas online, como o YouTube, estão no centro da nova estratégia das varas de infância e adolescência para aumentar chances de crianças e adolescentes 'de difícil colocação em famílias adotivas'.
Aproximadamente 90% das pessoas que estão no Cadastro Nacional de Adoção em busca de um filho se mostram abertas, apenas, a crianças com menos de oito anos, e cerca de 64% não querem adotar irmãos e só está interessado em levar a criança para casa se ela for saudável. A conta não fecha porque, mais da metade das crianças que estão hoje no Cadastro estão juntas com irmãos, têm idades entre 8 e 17 anos e possuem alguma condição que afeta sua completa saúde.
Essa parte de crianças e adolescentes passam boa parte da vida nos abrigos. Pensando nisso, a Comissão Estadual Judiciária de Adoção de Pernambuco foi pioneira em usar as ferramentas online para unir pais e filhos nesses casos. Por meio do Projeto Família e com autorização judicial, a comissão compartilha fotos e publica os desejos dos menores que aceitam participar da campanha.
Por enquanto, os vídeos e fotos das crianças são divulgadas apenas na pagina do Facebook, mas o plano é produzir mais vídeos e usar também o Youtube e o Instagram para reforçar a divulgação. Na prática, a ideia é tirar do anonimato as crianças e jovens que vivem nos abrigos e permitir que seus nomes, depoimentos, além de pequenos trechos de suas histórias de vida possam ser acessados, visualizados e curtidos por milhares de pessoas, aumentando assim suas chances de conseguir um lar.
Pelo menos 20 adoções foram concretizadas até o momento e 14 adolescentes e crianças estão em processo de aproximação com pretendentes. Entre maio e outubro de 2017, segundo o levantamento mais recente publicado pelo Tribunal, os vídeos tiveram mais de 100 mil visualizações nas redes sociais e a Comissão havia recebido mais de 1.000 e-mails e aproximadamente 500 ligações de 20 Estados do Brasil e também de brasileiros residentes no exterior de candidatos à adoção das crianças e adolescentes.
Com informações da BBC Brasil.