Dubai — O Gazeta News Emirados anuncia a chegada de Blaine Deolindo ao time de colunistas. Advogada corporativa, consultora jurídica e especialista em finanças, commodities e internacionalização de empresas, Blaine estreia a coluna Panorama Global, dedicada a interpretar movimentos econômicos internacionais e seus impactos para brasileiros que vivem, investem ou empreendem nos Emirados.
Com mais de 10 anos de experiência em negociações complexas, ativos digitais, commodities e setor financeiro, Blaine construiu sua carreira entre múltiplas jurisdições — incluindo ADGM, DIFC, Brasil, Espanha e Marrocos. Segundo relatório que compila sua trajetória, ela possui “histórico comprovado na gestão de casos e entidades em diversas jurisdições” e é reconhecida por sua atuação na internacionalização de empresas.
A estreia da coluna coincide com um dos temas mais comentados do mês: a estabilização do ouro em Dubai, após uma queda expressiva registrada em março.
Ouro encontra novo piso após semanas de volatilidade
Depois de um mês marcado por oscilações intensas, o mercado de ouro em Dubai começa a mostrar sinais de estabilidade. Nesta segunda-feira, o ouro 24K abriu em torno de Dh541,50 por grama, enquanto o 22K se manteve próximo de Dh501, indicando uma recuperação moderada após a forte correção das últimas semanas.
No início de março, o metal chegou a ultrapassar Dh640 por grama, impulsionado por tensões geopolíticas e demanda global aquecida. Mas o movimento perdeu força rapidamente, levando o ouro a recuar para a faixa de Dh520–Dh550, com mínimas ainda mais baixas em momentos de maior pressão.
A correção surpreendeu parte do mercado, já que, historicamente, períodos de instabilidade costumam elevar o preço do metal.
Por que o ouro caiu?
Segundo Blaine, o comportamento recente reflete uma combinação de fatores macroeconômicos:
Expectativa de juros mais altos globalmente, reduzindo a atratividade do ouro, que não gera rendimento.
Inflação pressionada pelo petróleo, elevando custos e afetando projeções de mercado.
Ajustes de liquidez, com investidores migrando temporariamente para outros ativos.
“O ouro funciona como um termômetro de confiança global. A correção de março mostra que o mercado está recalibrando expectativas diante de um cenário de juros elevados e pressões inflacionárias. A estabilização atual indica que o metal está testando um novo piso, mas ainda sem tendência clara de retomada”, explica Blaine.
Consumidores voltam, mas com cautela
Com os preços mais baixos, compradores nos Emirados — especialmente no segmento de joias — começam a retornar. Mas o comportamento mudou:
compras mais estratégicas
maior sensibilidade ao preço
menos impulso especulativo
O mercado, por enquanto, opera em equilíbrio instável, aguardando novos sinais da economia global.
O que isso significa para brasileiros em Dubai
Para brasileiros residentes ou investidores nos Emirados, o momento pode representar:
oportunidade para compra de joias com preços mais atrativos
mas ainda sem indicação de valorização acelerada no curto prazo
“É um bom momento para consumo, mas exige cautela para quem pensa em investimento. O cenário ainda depende de variáveis como juros globais, tensões geopolíticas e inflação”, destaca Blaine.
Próximas análises
Nas próximas semanas, Blaine abordará outros movimentos relevantes no cenário asiático e do Oriente Médio, incluindo a recente oscilação da moeda indiana — tema que afeta comércio bilateral, remessas e cadeias de suprimentos.
Com linguagem clara e foco prático, a coluna Panorama Global chega para traduzir tendências internacionais em análises acessíveis, conectando economia, regulação e estratégia empresarial a partir de Dubai, um dos principais hubs financeiros do mundo.
