O LIDE Emirates recebeu João Kepler, CVO da Bossa Nova Invest, um dos nomes mais influentes do venture capital no Brasil, para discutir o cenário atual de investimentos em startups e as oportunidades de integração entre os ecossistemas brasileiro e dos Emirados Árabes Unidos.
A Bossa Nova Invest acumula números expressivos: mais de 1.500 startups investidas, 4.000 coinvestidores e mais de 100 exits, sendo reconhecida como o maior venture capital ativo da América Latina. Durante o encontro, Kepler destacou o potencial estratégico de aproximar dois mercados que, embora complementares, ainda operam com conexões limitadas.
Brasil: escala, talento e valuations mais racionaisO Brasil é hoje o terceiro maior ecossistema de startups do mundo, com mais de 14 mil startups ativas e cerca de US$ 8,2 bilhões captados em investimentos. O país se destaca pela forte base de talentos, diversidade de soluções e valuations considerados mais equilibrados em comparação a outros mercados maduros.
O principal desafio, no entanto, está na limitação de capital local para rodadas de growth, o que pode restringir a expansão internacional de empresas promissoras.
Emirados: capital paciente e visão globalJá os Emirados Árabes Unidos movimentam mais de US$ 2,5 bilhões por ano em investimentos, com forte presença de family offices e investidores com visão de longo prazo. O ambiente regulatório favorável e a mentalidade global tornam o país um hub estratégico para scale-ups.
O desafio, segundo os debatedores, é o pouco conhecimento sobre o deal flow brasileiro e a falta de canais estruturados para acesso a oportunidades na América Latina.
A ponte estratégicaA proposta discutida no encontro é clara: criar uma conexão estruturada entre os dois ecossistemas. Startups brasileiras em estágio seed poderiam acessar capital paciente dos Emirados, enquanto investidores árabes teriam acesso a um fluxo qualificado e diversificado de negócios, com potencial global e valuations mais atrativos.
O papel do LIDE EmiratesNesse contexto, o LIDE Emirates se posiciona como o elo estratégico entre os dois mercados, oferecendo conexões reais, curadoria de deal flow e um ambiente focado em negócios — e não em turismo corporativo. A entidade busca atuar como intermediadora confiável, reduzindo a assimetria de informação e aproximando players relevantes dos dois países.
