O Aeroporto Internacional de Dubai (DXB) iniciou uma nova fase de recuperação ao anunciar a ampliação gradual de voos diários, após a reabertura completa do espaço aéreo dos Emirados Árabes Unidos.
Segundo a Dubai Airports, operadora do DXB e do Dubai World Central (DWC), as companhias aéreas poderão retomar progressivamente suas programações, conforme as condições de tráfego aéreo na região se normalizam. A capacidade operacional ainda depende, em parte, da disponibilidade de rotas aéreas em países vizinhos, já que o funcionamento do hub está diretamente ligado ao espaço aéreo regional.
Desde 1º de março, voos foram mantidos por meio de corredores seguros, mesmo durante o período de restrições causadas pelo conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã. A coordenação entre companhias aéreas como Emirates e flydubai, além de autoridades de controle de tráfego aéreo, foi essencial para garantir a continuidade das operações.
Entre o fim de fevereiro e 30 de abril, o aeroporto movimentou cerca de 6 milhões de passageiros, mais de 32 mil voos e 213 mil toneladas de carga essencial. Ainda assim, o período foi considerado “sem precedentes” pelo CEO da Dubai Airports, Paul Griffiths, devido aos impactos da crise regional e à escassez de combustível causada pelo fechamento do Estreito de Ormuz.
Os reflexos da crise ficaram evidentes nos números do primeiro trimestre de 2026. O DXB registrou 18,6 milhões de passageiros, uma queda de 20,6% em relação ao mesmo período do ano anterior. Apenas em março, o movimento despencou 65,7%, totalizando 2,5 milhões de passageiros — um recuo expressivo para um dos aeroportos mais movimentados do mundo.
O volume de cargas também caiu 22,7%, chegando a 399,6 mil toneladas, enquanto o número de voos recuou 20,8%, totalizando 88 mil operações no trimestre.
Apesar das perdas, a Índia manteve-se como o principal mercado do aeroporto, com 2,5 milhões de passageiros, seguida por Arábia Saudita, Reino Unido e Paquistão. Londres liderou como destino mais movimentado, à frente de Mumbai e Jidá.
A expectativa agora é de recuperação gradual, impulsionada pela retomada das operações e pela capacidade do setor de aviação em se adaptar rapidamente às mudanças no cenário global.
Fonte: Gulf Times
