Direitos trabalhistas e previdenciários, mais financiamento e políticas públicas para as mulheres trabalhadoras da cultura são discutidos no 1º Seminário Nacional das Rodas de Samba, que começou na segunda-feira (22) e prossegue até amanhã (24), no Rio de Janeiro.
O evento é promovido pelo Ministério da Cultura (MinC) com sambistas históricos, novas vozes do gênero, pesquisadores, gestores públicos, lideranças culturais e representantes de rodas de samba de todo o país, para elaborar propostas de políticas governamentais e leis para fomentar o setor.
O ministro da Cultura interino, Márcio Tavares, disse que a legislação para os trabalhadores da cultura é um grande desafio que está sendo analisado na pasta.Estamos trabalhando nas lacunas que ainda não foram resolvidas para proteger os direitos trabalhistas. O Estado brasileiro demora a reconhecer as manifestações culturais. Muitas vezes, no passado, o Estado perseguiu essas manifestações, que, apesar disso, se tornaram em elemento de unidade nacional, afirmou Tavares.
Segundo o ministro interino, o Brasil tem 5 milhões de pessoas que trabalham na área da cultura sendo que 70% desses trabalhadores são precarizados.

