Desde a adolescência, Walisson Braga era fascinado por fotografar a vida de familiares e moradores na comunidade quilombola Mesquita, na Cidade Ocidental (GO), onde nasceu e se criou.
Hoje, aos 29 anos, o estudante de comunicação visual entende que registrar as imagens da luta do seu povo consiste em uma estratégia de resistência de um território reconhecido, mas que espera por titulação definitiva. Nesta semana, fotografias saídas de sua câmera podem ser vistas por mais olhares.
A mostra Chão Ancestral, com 35 imagens dele e também dos amigos Luiz Alves e Webert da Cruz, está disponível em um local significativo para ele, a Rodoviária do Plano Piloto de Brasília.Um lugar por onde passa todos os dias quando vai para a universidade. Para pegar o começo da aula, sai de casa às 5h30 da manhã.
"Passo pela rodoviária todos os dias. Agora, estão com fotos minhas. Espero que mais gente conheça a história do meu povo.

