A partir deste sábado (11), na histórica Casa Pacheco Leão, no Jardim Botânico do Rio de Janeiro, será inaugurada a exposição O Tempo das Plantas, que propõe uma reflexão sobre circulação de espécies, memória, ciência e intercâmbios culturais entre territórios e saberes. A mostra faz parte dos eventos do Ano Cultural Brasil-China. Com o chá e o café como condutores, a exposição pretende que o público desacelere e observe o mundo a partir do tempo das plantas.
A narrativa parte das origens da Camellia sinensis, nas montanhas do sul da China, e do Coffea arabica, nas terras altas da Etiópia, do Quênia e do Sudão, para refletir sobre as conexões históricas entre África, Ásia e Brasil.
Muito antes de se tornarem bebidas globais, chá e café nasceram de paisagens específicas, de montanhas úmidas, florestas tropicais e terras cultivadas por gerações de agricultores que aprenderam a acompanhar os ritmos das estações, da chuva e da luz. Ao longo dos séculos, suas folhas e sementes cruzaram oceanos, transformando economias, paisagens e modos de convivência.

