O consumo de música por streaming atingiu um novo recorde nos Estados Unidos e no mundo no primeiro semestre de 2026, segundo o relatório de meio de ano da empresa de análise de mercado Luminate, divulgado nesta quarta-feira (16).
Os dados mostram que, embora o R&B e o hip-hop continuem liderando como os gêneros mais ouvidos no país, a diferença para outros estilos vem diminuindo, impulsionada principalmente pelo crescimento da música latina e do country.
Globalmente, os serviços de streaming registraram 2,8 trilhões de reproduções sob demanda nos primeiros seis meses do ano, acima dos 2,5 trilhões registrados no mesmo período de 2025. Nos Estados Unidos, o total chegou a 732,7 bilhões de reproduções, também um novo recorde.
A música latina segue em forte expansão. Pela primeira vez, quase uma em cada dez músicas reproduzidas nos EUA foi em espanhol, representando 9,4% de todos os streams. Ao mesmo tempo, o consumo de músicas em inglês caiu para 87,1%, o menor índice já registrado.
Segundo o relatório, mais da metade dos americanos afirma ouvir música latina atualmente, mostrando que o gênero deixou de atingir apenas o público hispânico e passou a fazer parte do mercado musical dominante no país.
Entre os artistas que impulsionam esse crescimento estão Bad Bunny, um dos maiores nomes da música latina atualmente, e a cantora de country Ella Langley, apontada como um dos principais fenômenos do gênero entre o público mais jovem.
Mesmo com a diversificação, o R&B e o hip-hop continuam no topo, acumulando 180,3 bilhões de reproduções nos Estados Unidos neste ano. Na sequência aparecem o rock, o pop, o country e a música latina.
O relatório também destaca o crescimento de músicas produzidas com inteligência artificial. Embora ainda representem uma pequena parcela do mercado, algumas faixas geradas por IA já acumulam dezenas de milhões de reproduções, levantando debates sobre direitos autorais e uso de estilos inspirados em artistas reais.
Além da música, o levantamento mostra que a Netflix continua liderando o consumo de conteúdos originais nos Estados Unidos, respondendo por 57% do tempo de visualização entre os principais serviços de streaming. Ainda assim, o público continua assistindo muito mais a filmes e séries de catálogo do que a produções inéditas.
Fonte: ABC

