Meteorologistas americanos monitoram a possível formação de um “Super El Niño” ainda neste verão, um fenômeno climático que pode atingir intensidade recorde e provocar impactos em diferentes regiões do planeta.
Segundo o FOX Forecast Center, o evento pode reduzir drasticamente a formação de furacões no Oceano Atlântico nos próximos meses, além de aumentar o volume de tempestades no sul dos Estados Unidos.
O El Niño faz parte do ciclo climático conhecido como ENSO (Oscilação Sul-El Niño), caracterizado pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico Equatorial.
Quando o fenômeno se intensifica:
- os ventos atmosféricos mudam de comportamento;
- a formação de furacões no Atlântico tende a diminuir;
- as temperaturas globais costumam subir;
- regiões do sul dos EUA registram mais chuva e tempestades.
Fenômeno pode “desmoronar” rapidamente
Apesar da força prevista, especialistas alertam que eventos extremos de El Niño geralmente não duram muito tempo.
Dados históricos mostram que, desde 1970, cinco episódios de “Super El Niño” foram registrados — e quatro deles foram seguidos rapidamente pelo surgimento da La Niña no ano seguinte.
Segundo os meteorologistas, o próprio funcionamento do El Niño contribui para seu enfraquecimento.
As águas mais quentes do Pacífico alimentam tempestades intensas que acabam liberando enormes quantidades de calor para a atmosfera. Esse processo, chamado de “ventilação atmosférica”, reduz gradualmente a energia acumulada no oceano.
Quando esse calor se esgota:
- os ventos alísios voltam a se fortalecer;
- as águas quentes são empurradas em direção à Ásia;
- águas frias profundas sobem para a superfície do Pacífico.
Esse resfriamento rápido favorece o surgimento da La Niña.
Impactos globais podem mudar novamente em 2027
Se o padrão histórico se repetir, o atual ciclo de calor extremo poderá abrir caminho para uma La Niña já em 2027.
O fenômeno oposto ao El Niño costuma provocar:
- invernos mais frios e úmidos no norte dos EUA;
- clima mais seco no sul americano;
- aumento da atividade de furacões no Atlântico.
Meteorologistas afirmam que ainda é cedo para prever a intensidade exata do fenômeno, mas destacam que os próximos meses serão decisivos para entender o comportamento climático global entre 2026 e 2027.
Fonte: Fox

