Desde o retorno de Donald Trump à Casa Branca em janeiro, sua administração tem tentado forçar estados e cidades a abandonarem políticas chamadas de “santuário”, que limitam a cooperação com autoridades federais de imigração. O governo abriu mais de uma dezena de processos, ameaçou cortes de verbas e intensificou operações do ICE em locais como Chicago e Los Angeles, gerando protestos e confrontos.
Até agora, apenas Louisville (Kentucky) mudou sua postura após ameaças do Departamento de Justiça, e Nevada firmou um acordo de cooperação com o governo federal. A maioria das cidades e estados alvos, como Nova York, Denver e Los Angeles, mantém as políticas e defende que a Constituição proíbe Washington de obrigar autoridades locais a aplicar leis federais.
Os cortes de recursos federais prometidos por Trump foram barrados em tribunais. Juízes federais já proibiram o governo de congelar verbas de segurança, policiamento comunitário e habitação em dezenas de jurisdições, considerando a medida inconstitucional. A administração recorreu, mas a maior parte dos processos segue sem desfecho.
A batalha reflete um impasse histórico no debate migratório dos EUA. Para críticos, as políticas de santuário dificultam a aplicação da lei e favorecem criminosos. Já os defensores dizem que a cooperação com o ICE mina a confiança da comunidade imigrante nas forças locais, desencorajando denúncias de crimes. Enquanto isso, líderes democratas acusam Trump de usar o tema como “teatro político” para pressionar opositores.
Fonte: CBS

