O governo do presidente Donald Trump está implementando uma nova estratégia de segurança de fronteira que mistura infraestrutura física robusta com tecnologia avançada. Chamado de “muro inteligente” (smart wall), o sistema busca fortalecer o controle sobre a fronteira com o México, reduzindo a entrada ilegal de pessoas, drogas e mercadorias.
A iniciativa do Departamento de Segurança Interna (DHS) prevê o uso de sensores, câmeras, drones e sistemas de iluminação ao longo de centenas de quilômetros de muro de aço. Além das barreiras, o projeto inclui melhoria nas estradas de patrulha e reforço na resposta operacional da Patrulha de Fronteira, especialmente em pontos críticos como El Paso, Del Rio, Tucson e Yuma.
O modelo é comparado, por alguns analistas, à estratégia do Império Romano, que usava uma combinação de muros, torres de vigilância e sinais de fogo para proteger suas fronteiras, como na famosa Muralha de Adriano, no norte da Inglaterra. Assim como os romanos, o governo americano aposta na integração entre barreiras físicas e monitoramento remoto para detectar e reagir rapidamente a tentativas de entrada ilegal.
O DHS anunciou recentemente US$ 4,5 bilhões em contratos para construir ou reforçar 230 milhas (cerca de 370 km) de barreiras, incluindo 80 milhas no Rio Grande, na fronteira do Texas. Parte do projeto poderá incluir os boias giratórias alaranjadas usadas pelo estado no âmbito da Operação Lone Star, iniciada em 2023.
De acordo com dados do governo, as interceptações de imigrantes ilegais fora dos pontos oficiais de entrada caíram para um décimo do volume registrado durante o governo Biden. A maioria dos detidos, agora, permanece sob custódia até a conclusão do processo migratório, o que, segundo o DHS, reduziu as tentativas de travessia.
Para a Casa Branca, o muro inteligente representa um avanço estratégico na segurança nacional, permitindo maior eficiência e menor custo humano em uma fronteira de mais de 3 mil quilômetros.
Fonte: FOX

