O governo do presidente Donald Trump começou a flexibilizar uma política que havia interrompido a análise de pedidos de asilo nos Estados Unidos, segundo autoridades do Departamento de Segurança Interna (DHS). A decisão marca um recuo parcial em uma das medidas mais rígidas adotadas recentemente na área de imigração.
A suspensão havia sido implementada no fim de novembro, após um ataque a tiros em Washington, D.C., que matou um membro da Guarda Nacional. O principal suspeito era um cidadão afegão que havia recebido asilo em 2025, o que levou o governo a justificar a medida como necessária para reforçar a segurança nacional.
Na prática, a política havia congelado, por tempo indeterminado, todos os pedidos de asilo analisados fora dos tribunais de imigração, afetando centenas de milhares de processos. Agora, o governo decidiu retomar a análise da maioria dos casos — com exceção dos solicitantes oriundos de países considerados de “alto risco”.
Segundo o DHS, a suspensão continua válida para cidadãos de 39 países incluídos em uma lista de restrições migratórias ampliada por Trump. Entre eles estão nações africanas como Somália e Nigéria, asiáticas como Afeganistão e Irã, além de países latino-americanos como Cuba, Haiti e Venezuela.
Em nota, o departamento afirmou que a mudança permitirá concentrar recursos em uma triagem “mais rigorosa” de casos considerados sensíveis, mantendo o que chamou de “verificação máxima” de todos os imigrantes.
Apesar da flexibilização no asilo, outras restrições seguem em vigor. O governo ainda mantém congelados diversos processos migratórios para cidadãos desses 39 países, incluindo pedidos de autorização de trabalho, residência permanente (green card) e até cidadania americana.
A política faz parte de um conjunto mais amplo de medidas adotadas no segundo mandato de Trump para endurecer o sistema migratório legal dos EUA. Entre elas estão propostas para restringir permissões de trabalho para solicitantes de asilo e revisar casos de refugiados admitidos anteriormente.
Autoridades do governo defendem que as ações são necessárias para combater fraudes e reforçar a segurança. Já defensores de imigrantes criticam a política, afirmando que ela penaliza pessoas que seguem os canais legais de imigração.
Fonte: CBS

