Os Estados Unidos realizaram a primeira deportação de um imigrante para Palau, pequeno arquipélago localizado no Oceano Pacífico, como parte da política migratória adotada pelo governo do presidente Donald Trump. A informação foi confirmada nesta quarta-feira (1º) pelo governo do país insular.
Segundo a Presidência de Palau, o primeiro deportado chegou ao arquipélago no fim de maio e recebeu apoio inicial das autoridades locais para se instalar em uma residência temporária.
"Recebemos nossa primeira pessoa no aeroporto no final de maio, a levamos até sua acomodação temporária e a ajudamos a se instalar. Após aproximadamente duas semanas, ele decidiu não permanecer no país", informou o governo em comunicado.
As autoridades não divulgaram a identidade do migrante, nem informaram para onde ele seguiu após deixar Palau.
A Organização Internacional para as Migrações (OIM) confirmou que entrou em contato com o homem para oferecer assistência, mas informou que ele recusou o apoio da agência das Nações Unidas.
Nova política amplia destinos para deportações
O envio de migrantes para Palau faz parte da estratégia do governo Trump de ampliar os destinos de deportação de imigrantes em situação irregular e solicitantes de asilo.
Além de Palau, a administração americana tem buscado acordos com outros países, entre eles El Salvador, Uganda e Ruanda, para receber pessoas removidas dos Estados Unidos.
Acordo prevê até 75 migrantes
Com cerca de 20 mil habitantes, distribuídos por centenas de ilhas vulcânicas a aproximadamente 800 quilômetros a leste das Filipinas, Palau está entre os menores países do mundo em população.
De acordo com um memorando de entendimento anunciado em dezembro de 2025, o arquipélago poderá receber até 75 cidadãos de terceiros países, incluindo deportados pelos Estados Unidos, que terão autorização para viver e trabalhar temporariamente no território.
Em contrapartida, Washington se comprometeu a destinar US$ 7,5 milhões ao país para investimentos em infraestrutura e serviços públicos.
Segundo os termos do acordo, apenas pessoas sem antecedentes criminais poderão participar do programa e deverão exercer atividades consideradas úteis para o Estado de Palau.
Relação histórica entre EUA e Palau
Palau tornou-se independente em 1994, mas mantém uma estreita relação com os Estados Unidos por meio de um acordo de Livre Associação.
O tratado permite que as Forças Armadas americanas utilizem o território do arquipélago para fins estratégicos e de defesa. Em troca, os Estados Unidos fornecem centenas de milhões de dólares em assistência financeira e são responsáveis pela defesa nacional do país.
A deportação marca mais um capítulo da política migratória do governo Trump, que tem intensificado ações para remover imigrantes em situação irregular e ampliar parcerias internacionais para o reassentamento de deportados.
Fonte: O GLOBO

