O brasileiro Marcos Gaspar da Silva, que vivia nos Estados Unidos havia cinco anos, foi libertado após passar cerca de 10 meses sob custódia do ICE, o Serviço de Imigração e Controle de Alfândegas dos Estados Unidos.
A soltura ocorreu após uma decisão de um juiz de imigração, em 13 de agosto. Marcos voltou para o estado do Maine, onde morava com a família, e foi recebido por familiares no aeroporto na noite de domingo (16).
Segundo Marcos e sua esposa, Alicia da Silva, ele foi detido por agentes de imigração cerca de dez meses antes. Durante o período, permaneceu em um centro de detenção enquanto aguardava o andamento de seu processo.
Família denuncia condições no centro de detenção
Quando a família relatou o caso, em maio, Alicia e Marcos descreveram as condições da unidade como desumanas.
Segundo eles, as celas estavam superlotadas e havia fezes humanas no chão. Marcos também afirmou que a comida e a água fornecidas aos detentos estariam contaminadas.
Alicia disse ainda que o marido perdeu aproximadamente 12 quilos durante os meses em que permaneceu detido.
Um porta-voz do Departamento de Segurança Interna dos EUA (DHS) contestou as declarações da família e afirmou que os relatos eram exagerados, negando que as condições das instalações fossem tão graves quanto descritas.
Mesmo após a libertação, Alicia afirma que Marcos ainda apresenta sinais de sofrimento psicológico. Segundo ela, parte do impacto está relacionada ao fato de ele ter deixado para trás outros imigrantes que continuam detidos e aguardando decisões sobre seus próprios processos.
Caso chega ao Congresso dos EUA
A situação também chamou a atenção de autoridades americanas. O congressista Greg Stanton, do Arizona, apresentou uma proposta de lei que estabeleceria um limite de sete dias para a permanência de imigrantes em instalações de detenção de curto prazo.
Segundo o gabinete do parlamentar, Stanton visitou pessoalmente, na semana passada, o centro onde Marcos permaneceu detido.
Após cerca de dez meses sob custódia, Marcos agora aguarda os próximos passos de seu processo migratório em liberdade.
Fonte: CNN

