A campanha de deportações do governo Donald Trump também está atingindo famílias de militares em serviço ativo nos Estados Unidos. Segundo uma investigação da Associated Press, mais de 50 pais e cônjuges de militares foram detidos durante o atual mandato, e pelo menos seis acabaram deportados.
Um dos casos é o do sargento do Exército Hedar Leonel Turcios Juarez. Sua esposa, Cristy Maryori Villafranca Trejo, foi detida por agentes do ICE em julho e chegou a ser colocada em um avião com destino a Honduras. Ela acabou retirada do voo depois que o marido apresentou documentos mostrando que o processo migratório ainda estava em andamento.
Outro caso envolve o sargento Alexis Jaramillo e sua esposa, Maisa Lopes Eliaser, brasileira de São Paulo. Ela foi detida durante uma entrevista relacionada ao pedido de green card, na presença do marido, que estava uniformizado, e do filho de cinco anos. Após ser enviada para a Colômbia e, posteriormente, para o Brasil, Maisa acabou retornando aos Estados Unidos com ajuda de autoridades e de um senador.
Organizações que acompanham essas famílias afirmam que alguns militares estão sendo obrigados a tirar licença do serviço para cuidar dos filhos e tentar localizar ou libertar seus cônjuges.
O Departamento de Segurança Interna afirma que ter um familiar nas Forças Armadas não concede automaticamente status legal ou imunidade contra medidas de imigração.
Defensores dos militares, porém, dizem que a situação está criando medo entre famílias que antes contavam com maior proteção dentro do sistema migratório.
Fonte: ABC

