Agentes de uma importante divisão antifraude do Serviço de Cidadania e Imigração dos Estados Unidos, o USCIS, foram redirecionados para duas prioridades estabelecidas pelo governo Trump: a análise de refugiados sul-africanos e a identificação de possíveis casos envolvendo não cidadãos registrados ou votando ilegalmente nos Estados Unidos.
A mudança envolve profissionais da Fraud Detection and National Security Directorate, divisão conhecida como FDNS, responsável por identificar fraudes e ameaças à segurança nacional relacionadas ao sistema de imigração.
A informação foi publicada pelo jornal britânico The Guardian, que afirma ter obtido correspondências internas sobre a reorganização.
Uma das possíveis consequências apontadas é a redução da disponibilidade desses profissionais para outras atividades, incluindo o treinamento de novos agentes de asilo.
Ainda não está claro, porém, se a mudança está provocando atrasos generalizados na análise de pedidos individuais de asilo.
A redistribuição dos funcionários ocorre enquanto o governo Trump amplia o foco sobre diferentes áreas do sistema migratório e estabelece novas prioridades dentro das agências federais.
Para os imigrantes, a principal questão agora é acompanhar se a reorganização interna terá reflexos concretos nos prazos de processos e investigações conduzidos pelo USCIS.

