O czar da fronteira do governo Donald Trump, Tom Homan, defendeu as operações do Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA (ICE) após críticas de integrantes do próprio Partido Republicano à política de deportações.
Em entrevista à CBS News, Homan respondeu às declarações da deputada republicana Maria Elvira Salazar, da Flórida, que afirmou recentemente que algumas ações de fiscalização “foram longe demais”. “Dê um exemplo de onde fomos longe demais”, disse Homan.
Salazar havia alertado Trump, em um anúncio de campanha, que parte dos eleitores hispânicos que contribuíram para sua vitória em 2024 se sente traída. Ela citou dados segundo os quais uma parcela significativa dos detidos pelo ICE não possui antecedentes criminais.
Homan afirmou que o governo continua priorizando pessoas consideradas ameaças à segurança pública, mas argumentou que qualquer pessoa que esteja ilegalmente nos EUA está sujeita à deportação segundo a legislação federal.
“Se você está ilegalmente no país, tem um problema. Você não deveria estar aqui”, afirmou. Ele também disse que todos os detidos têm a oportunidade de comparecer diante de um juiz e apresentar sua defesa.
O czar da fronteira classificou parte das críticas como uma reação política contra o governo Trump e pediu que parlamentares conheçam melhor o trabalho do ICE antes de questioná-lo. “Gostaria que eles sentassem e conversassem com o ICE”, afirmou.
Críticas também envolvem uso da força
A administração Trump vem sendo questionada não apenas pelo aumento das prisões, mas também pelas táticas empregadas durante as operações de imigração.
Agentes federais estiveram envolvidos em uma série de tiroteios durante abordagens de veículos, incluindo casos que terminaram com a morte de imigrantes. Em janeiro, os cidadãos americanos Renee Good e Alex Pretti também foram mortos por agentes de imigração durante operações na região de Minneapolis.
A família de Good entrou com processos contra autoridades federais nesta semana, e Homan aparece como réu em uma das ações. Questionado sobre a morte, ele classificou o episódio como trágico e afirmou não participar da investigação.
“Não quero que nenhuma tragédia aconteça. Gostaria que Renee Good estivesse viva hoje. Gostaria que aquele incidente não tivesse acontecido”, disse Homan, acrescentando que o caso está sendo investigado.
As críticas de Salazar fazem parte de um movimento mais amplo de questionamentos dentro do Partido Republicano sobre a condução da política migratória do governo.
Fonte: CBS

