Autoridades da Califórnia estão cobrando uma investigação sobre uma abordagem de agentes do Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE) que deixou ferido um cidadão americano em Long Beach, no último sábado (17). O homem foi identificado como Ricardo Gonzalez, morador da cidade, pai e ex-funcionário municipal.
Vídeos divulgados nas redes sociais mostram Gonzalez imobilizado junto ao meio-fio enquanto grita por ajuda e afirma repetidamente que está com o braço quebrado. Segundo uma reclamação formal apresentada pelo prefeito de Long Beach, Rex Richardson, o homem teria sido atingido diversas vezes por uma arma de choque, imobilizado à força e sofrido ferimentos significativos.
A polícia local informou que agentes foram acionados após integrantes do ICE solicitarem assistência de emergência devido a um caso de dano a um veículo e à necessidade de atendimento médico a uma pessoa. Ao chegarem, os policiais encontraram uma grande confusão envolvendo agentes federais e localizaram Gonzalez algemado e sangrando.
Ele foi levado a um quartel do Corpo de Bombeiros, onde teve as algemas retiradas, e depois transportado a um hospital para receber atendimento médico. Até o momento, não foram divulgados detalhes sobre a extensão dos ferimentos nem sobre o que aconteceu antes da abordagem.
O Departamento de Polícia de Long Beach afirmou que seus agentes não participaram de nenhuma ação de fiscalização migratória e não realizaram prisões no episódio.
O deputado democrata Robert Garcia, que representa a região no Congresso americano, classificou o caso como “extremamente perturbador” e pediu uma investigação. Segundo ele, não há informações públicas indicando que Gonzalez estivesse envolvido em alguma atividade criminosa.
Na segunda-feira (19), Richardson confirmou que apresentou uma queixa formal ao Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos (DHS), exigindo responsabilização dos agentes e uma investigação independente.
“Long Beach não ficará em silêncio quando nossos vizinhos forem prejudicados”, declarou o prefeito.
O DHS foi procurado pela ABC News para comentar o caso. Até a publicação da reportagem, não havia informações sobre uma resposta oficial do órgão.
Fonte: ABC

