A família do jovem Christopher Siqueira, que completou 17 anos há 15 dias, está em busca do seu paradeiro. O estudante teria saído de casa, em Doral, no dia do seu aniversário, uma segunda-feira, dia 16 de julho, e não mais retornou. Com quadro de depressão, sua mãe, Roseli Araújo, está desesperada.
Christopher é o caçula de seus três filhos, mas o único que morava com a mãe e não era de sair de casa sem avisar e estava tomando remédios para tratamento de uma depressão.
“Somos só nós dois na casa, o pai morreu quando ele tinha cinco anos”, disse Araújo que trabalha como realtor na BeachFront Realty.
Segundo a brasileira, não houve discussão nem nada do tipo no dia para justificar a saída rápida sem levar dinheiro, documentos ou celular. No dia anterior, a família almoçou junta para comemorar o aniversário do jovem.
“No domingo, saímos para almoçar juntos e ele estava bem, parecia estar. Na segunda-feira, levantei pra tomar banho, pois íamos ao médico dele. Ele estava pronto, dei os parabéns e quando voltei do banho ele tinha saído. Ele levou uma mochila com algumas roupas, mas sem dinheiro e sem telefone”, disse.
De acordo com Araújo, uma amiga muito próxima foi procurada por ele. “No dia seguinte, o irmão mais velho foi até a casa da melhor amiga dele em North Miami Beach e a avó dela disse que ele tinha passado por lá para ver a amiga”.
Como já tinha contatado a polícia, o investigador foi até o endereço da amiga, mas o jovem não estava e depois disso a mãe alega que a família da amiga não deu mais notícia. “Eles ficaram chateados porque chamei a polícia e eles foram lá”, afirma Araújo.
“Estou muito preocupada porque Christopher estava há pelo menos três meses praticamente sem sair de casa e nunca foi de ter muitos amigos ou interagir nas redes sociais, sempre foi um garoto calmo, na dele”, explica.
Segundo a mãe, o garoto tinha terminado um namoro de 2 anos há 4 meses, o que ocasionou também o quadro de depressão.
Baker Act
Há cerca de um mês e meio, o jovem apresentou um quadro de transtorno e ela precisou chamar a polícia. “Cheguei do trabalho e ele estava chorando muito e disse que não tinha comida (a geladeira cheia ). Morávamos ainda em North Miami Beach no 7º andar. Eu disse: meu amor claro que tem comida e ele disse: vou me jogar ou jogar você daqui de cima, mãe. Nessa hora, Araújo chamou a polícia e ele então foi levado enquadrado naBaker Act – lei que permite um exame involuntário (o que alguns chamam de emergência ou comprometimento involuntário). Pode ser iniciado por juízes, agentes da lei, médicos ou profissionais de saúde mental para checar evidência de que a pessoa possivelmente tenha uma doença mental.
“Foi quando ele iniciou o tratamento com psicólogo e os remédios”, esclareceu a mãe.
Na Flórida há 19 anos, a mãe, que é do interior de São Paulo, conta que sempre morou com os filhos no sul da Flórida e ela e Christopher haviam mudado recente para a área de Doral. “Nos últimos 4 anos, nossa vida foi muito em torno de Sunny Isles Aventura e North Miami Beach, onde as buscas estão concentradas. E os irmãos moram perto, mas não junto. Somos só eu ele”, conta.
Além da polícia, Araújo conta que amigos e até a fundação Missing Children Global Network
que ajuda na busca de pessoas desaparecidas estão ajudando a família a encontrar o garoto. “Os investigadores já fizeram buscas em hospitais e cadeias, mas sem notícias de Christopher até hoje”, salienta a mãe. Qualquer informação pode ser repassada diretamente à polícia de Doral pelo número305-593-6699 ou para a mãe, Roseli Araújo pelo número 7863940280.
