O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira (6) que teve uma conversa “muito boa” com o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva, e confirmou a possibilidade de um encontro presencial entre os dois “em um futuro não muito distante”, que pode ocorrer tanto no Brasil quanto nos EUA. Segundo Trump, o diálogo focou principalmente em **economia e comércio**.
“Fiz uma chamada telefônica muito boa com o presidente Lula. Nós discutimos muitas coisas, mas a conversa focou na economia e no comércio entre os dois países. Nossos países irão muito bem juntos”, escreveu o norte-americano em rede social.
A reunião, realizada por videoconferência, durou cerca de 30 minutos e foi acompanhada por Geraldo Alckmin, Fernando Haddad e Mauro Vieira. Segundo o Planalto, Lula aproveitou a conversa para pedir a revisão do tarifaço de 50% sobre produtos brasileiros e das sanções aplicadas a autoridades nacionais — medidas adotadas por Trump em represália ao julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal (STF).
O norte-americano não comentou o pedido de Lula, mas confirmou a intenção de aprofundar o diálogo bilateral. De acordo com o governo brasileiro, o petista convidou Trump para a COP30, em Belém (PA), sugeriu um encontro durante a Cúpula da ASEAN, na Malásia, e se colocou à disposição para visitar Washington.
Apesar do clima amistoso, a relação diplomática segue delicada desde julho, quando Trump anunciou o tarifaço em retaliação ao julgamento de Bolsonaro. Na carta em que comunicou a medida, o republicano classificou o processo contra o ex-presidente como uma “caça às bruxas” e acusou o Brasil de violar “a liberdade de expressão de cidadãos americanos”.
Ainda assim, após o diálogo, o governo brasileiro avaliou o tom da conversa como positivo e cordial. O vice-presidente Geraldo Alckmin disse estar otimista com uma possível revisão do tarifaço, enquanto o ministro Haddad destacou o “caráter construtivo” da troca entre os líderes.
Trump e Lula haviam se encontrado brevemente nos bastidores da Assembleia Geral da ONU, em setembro, quando o americano afirmou ter sentido uma “química excelente” com o brasileiro — frase que agora parece prenunciar uma reaproximação diplomática entre os dois países.
Fonte: G1

