Pesquisadores acreditam que o estudo do envelhecimento em cães pode trazer respostas importantes para prolongar a vida humana com mais saúde. A iniciativa, conhecida como Dog Aging Project, já reúne dados de mais de 50 mil cães e investiga desde hábitos de vida até alterações cerebrais associadas ao envelhecimento.
Os cientistas explicam que os cães desenvolvem doenças semelhantes às dos humanos, como demência, e envelhecem mais rapidamente — o que permite observar em poucos anos processos que levariam décadas para serem estudados em pessoas. Além disso, por viverem no mesmo ambiente que seus donos, os animais compartilham fatores como alimentação, água e rotina, tornando os dados ainda mais relevantes.
O projeto já identificou, por exemplo, que cães que convivem com outros cães tendem a apresentar menos doenças, enquanto a falta de atividade física pode aumentar em até seis vezes o risco de demência. Testes cognitivos e exames como ressonâncias magnéticas ajudam a monitorar a saúde mental e física dos animais.
Outra frente importante é o estudo de medicamentos que possam retardar o envelhecimento. Um dos principais candidatos é a rapamicina, substância que já demonstrou potencial para aumentar a expectativa de vida em animais de laboratório e reduzir inflamações cerebrais associadas à demência. Ensaios clínicos com cães estão em andamento para avaliar sua eficácia.
Além disso, empresas de biotecnologia estão investindo no desenvolvimento de medicamentos voltados à longevidade canina, com a expectativa de que os resultados possam futuramente beneficiar humanos.
Para os pesquisadores, entender o envelhecimento dos cães pode ser o caminho mais rápido para avanços na medicina humana — especialmente no combate a doenças neurodegenerativas e na busca por uma vida mais longa e saudável.
Fonte: CBS

