Irã e Estados Unidos receberam uma proposta para encerrar as hostilidades que pode entrar em vigor já nesta segunda-feira (6). O plano, mediado pelo Paquistão e revelado pela agência Reuters, prevê um cessar-fogo imediato seguido de negociações para um acordo mais amplo em até 20 dias.
De acordo com fontes ouvidas pela agência, a proposta estabelece uma abordagem em duas fases. A primeira seria uma trégua imediata, que poderia abrir caminho para a reabertura do Estreito de Ormuz — uma rota estratégica para o transporte global de petróleo, fechada há mais de um mês pelo Irã. Na segunda etapa, as partes teriam entre 15 e 20 dias para negociar um acordo definitivo que encerre o conflito.
Teerã afirmou já ter formulado uma resposta diplomática, mas ainda não divulgou sua posição oficial. Autoridades iranianas indicaram, no entanto, que o país não pretende reabrir o Estreito de Ormuz apenas com base em um cessar-fogo temporário e não aceita pressão por prazos.
Do lado americano, a Casa Branca afirmou que a proposta é apenas uma entre várias opções em análise. Até o momento, não houve aprovação formal por parte do governo dos Estados Unidos.
O plano, apelidado provisoriamente de “Acordo de Islamabad”, também pode incluir compromissos do Irã relacionados ao seu programa nuclear, em troca de alívio de sanções econômicas e liberação de ativos congelados. Há ainda a possibilidade de negociações presenciais na capital paquistanesa para definir os termos finais.
A Reuters não detalhou o papel de Israel na proposta, embora o país também esteja envolvido no conflito ao lado dos Estados Unidos. Analistas avaliam que uma eventual decisão de Washington pode influenciar Tel Aviv, mas os interesses israelenses na região podem impactar o andamento das negociações.
Segundo fontes, o chefe do Exército do Paquistão, Asim Munir, manteve contato direto com autoridades dos dois lados, incluindo o vice-presidente dos EUA, JD Vance, e o chanceler iraniano, Abbas Araqchi, em uma tentativa de viabilizar o acordo.
A proposta surge em meio à escalada de tensões no Oriente Médio e ao temor de impactos no fornecimento global de petróleo, altamente dependente da estabilidade no Estreito de Ormuz.
Fonte: G1

