A Justiça dos Estados Unidos condenou nesta sexta-feira Daniel Sikkema, de 55 anos, acusado de contratar um assassino de aluguel para matar seu então marido, o renomado galerista americano Brent Sikkema, encontrado morto no Rio de Janeiro em janeiro de 2024.
Daniel Sikkema, cidadão americano e cubano que vivia em Nova York, foi considerado culpado por conspiração para assassinato sob encomenda com resultado de morte. Ele pode pegar prisão perpétua obrigatória.
Brent Sikkema, de 75 anos, foi encontrado morto com múltiplas facadas em sua casa na capital fluminense.
Segundo promotores federais em Manhattan, Daniel manteve contato frequente com o suposto executor antes e depois do crime, utilizando inclusive um telefone descartável para organizar o assassinato durante o processo conturbado de divórcio do casal.
As investigações apontam que:
- mais de US$ 10 mil foram enviados ao suspeito;
- pagamentos adicionais teriam sido prometidos após o crime;
- Daniel acreditava que lucraria mais com a morte do marido do que com o divórcio.
O suposto assassino foi preso no Brasil e continua detido no país.
O promotor federal Jay Clayton classificou o caso como um “assassinato frio e sem sentido” e afirmou que o veredito representa “uma medida significativa de justiça”.
A defesa de Daniel Sikkema afirmou estar decepcionada com a decisão e informou que pretende recorrer.
Brent Sikkema era um dos nomes mais influentes do mercado de arte contemporânea em Nova York. Fundador da galeria Sikkema Malloy Jenkins, ele representava artistas internacionais renomados, incluindo:
- Kara Walker;
- Vik Muniz;
- Arturo Herrera.
Com carreira iniciada nos anos 1970, Brent construiu um patrimônio multimilionário e dividia seu tempo entre Nova York e o Rio de Janeiro, cidade que descrevia como um “oásis urbano”.
Em entrevistas e publicações nas redes sociais, o galerista costumava demonstrar forte ligação com o Brasil e Cuba, lugares que dizia combinar com seu estilo de vida “caótico”.
A morte de Brent causou grande repercussão no cenário artístico internacional e mobilizou autoridades brasileiras e americanas durante a investigação.
Fonte: CBS

