O brasileiro Felipe Linares de Oliveira Dell Aquilla, conhecido como “Don”, foi preso nos Estados Unidos após uma operação conduzida por agentes do Serviço de Imigração e Controle de Alfândegas (ICE). Apontado pelo Departamento de Segurança Interna dos EUA como ex-chefe das facções criminosas Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV), ele também é alvo de uma ordem internacional de captura emitida pela Interpol a pedido das autoridades brasileiras.
Segundo o governo americano, Aquilla foi detido enquanto supostamente se preparava para fugir para o México. Durante a operação, ele teria tentado escapar de carro, iniciando uma perseguição policial que terminou após uma colisão com veículos estacionados. Em seguida, tentou fugir a pé, mas acabou capturado pelos agentes.
Durante a abordagem, as autoridades apreenderam celulares, computadores, dinheiro em espécie e uma pistola calibre 9 milímetros. Ainda de acordo com o comunicado oficial, a esposa de Aquilla afirmou durante depoimento que era mantida em cárcere privado.
Embora os Estados Unidos o descrevam como ex-líder do PCC e do Comando Vermelho, as autoridades não apresentaram detalhes públicos sobre a suposta ligação dele com as duas organizações criminosas.
Aquilla é procurado pelo Brasil por acusações de associação criminosa e extorsão. Sua prisão ocorreu poucos dias após os Estados Unidos oficializarem a classificação do PCC e do Comando Vermelho como organizações terroristas.
Processos em Santa Catarina
Além das acusações citadas pelas autoridades americanas, Felipe Linares possui histórico de processos na Justiça de Santa Catarina.
Entre os casos de consulta pública está uma ação por estelionato que tramitou entre 2014 e 2024. O processo chegou a resultar em condenação e mandado de prisão, mas acabou sendo arquivado posteriormente.
Segundo a denúncia, Aquilla teria tentado retirar cinco colchões de uma loja em Itapema, no Litoral Norte catarinense, sem efetuar o pagamento. O valor da mercadoria era de aproximadamente R$ 17 mil. O caso ganhou desdobramentos quando um caminhão de mudança foi até a residência do acusado para retirar os produtos, levando à intervenção da Polícia Militar.
Também consta nos registros judiciais um processo relacionado ao atraso no pagamento de pensão alimentícia, que resultou em decreto de prisão em 2016.
Há ainda outras comunicações judiciais envolvendo o nome de Aquilla que tramitam sob sigilo e estariam relacionadas a investigações por lesão corporal e infrações previstas na legislação antidrogas.
Fonte: G1/O Globo

