No Brasil, a população mais pobre, especialmente as mulheres negras, arca com a maior carga proporcional de impostos.
Na avaliação da professora e pesquisadora no assunto, Para , e propõe uma reforma tributária que considere a capacidade econômica de contribuição de cada cidadão.
A
ideia de justiça fiscal parte de um princípio simples, previsto na Constituição: cada pessoa deve contribuir com tributos de acordo com sua capacidade econômica.Art. 145, §1º Sempre que possível, os impostos terão caráter pessoal e serão graduados segundo a capacidade econômica do contribuinte, facultado à administração tributária, especialmente para conferir efetividade a esses objetivos, identificar, respeitados os direitos individuais e nos termos da lei, o patrimônio, renda e as atividades econômicas do contribuinte.
Mas os dados mostram que a
distorção atinge de forma mais dura as mulheres negras.Segundo a pesquisadora, os 10% mais pobres do país comprometem cerca de 30% da renda com impostos sobre o consumo como os embutidos em alimentos, transporte, gás e produtos de higiene.
Já os 10% mais ricos comprometem apenas 10% de sua renda com esses mesmos tributos. Ou seja,
quem tem menos paga proporcionalmente mais.
