Há quase 50 anos, o caiçara Antônio de Souza cata caranguejo em áreas de manguezais, no litoral do Paraná. Ele aproveita a época de captura liberada, que vai de dezembro a meados de março, para conseguir o crustáceo, alimento para a família e fonte de renda.
É um ganha-pão, diz ele, que, no período de defeso, vive da pesca de peixes. Na última semana, Antônio, mais conhecido entre colegas como Pano, acompanhou a
Agência Brasilna visita ao manguezal da Oceania, litoral da cidade paranaense de Paranaguá.
Enquanto mostra a localização dos caranguejo-uçá, tradicional na região,
ele defende a necessidade do defeso, período anual em que a captura é proibida, como forma de garantir a reprodução natural da espécie.O catador é colaborador do Programa de Recuperação da Biodiversidade Marinha (Rebimar), desenvolvido pela organização sem fins lucrativos Associação Mar Brasil.A gente não deixa ninguém mexer no mangue, não pode tirar o caranguejo, senão, mais tarde, meu filho, meu neto vão querer comer um caranguejo, e não terá, diz.
Desde 2009, a ação é patrocinada voluntariamente pelo Programa Socioambiental da Petrobras.

