Catalisador do movimento nacional pelo fim da semana com seis dias de trabalho e um de folga, a escala 6x1, o vereador do Rio de Janeiro Rick Azevedo (Psol) comemorou a aprovação, pela Câmara dos Deputados, da proposta de Emenda à Constituição (PEC) que busca extinguir essa modalidade de trabalho.
[A proposta] passar na Câmara como passou, com uma votação praticamente unânime [é sinal de que], com certeza, vamos conseguir passar no Senado, avaliou Azevedo ao se referir, nas redes sociais, ao resultado da votação em dois turnos realizada nesta quinta-feira (28).
No segundo turno, a PEC recebeu 461 votos favoráveis e apenas 19 contrários.Apresentado pelo relator, Leo Prates (Republicanos-BA), o texto estabelece a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, sem perda salarial. A proposta ainda garante duas folgas semanais, sendo uma preferencialmente aos domingos. O texto agora vai ser analisado pelo Senado.
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Azevedo incentivou seus seguidores a continuarem pressionando a classe política, e principalmente os senadores, a aprovarem a proposta.E afirmou que entidades sindicais e movimentos sociais vão pressionar o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), a agilizar o debate do tema na Casa.
Vamos com tudo para cima do Alcolumbre. Não adianta quem quer que seja acreditar que vai conseguir enterrar nossa vitória na Câmara. Não vai!, afirmou o vereador, manifestando confiança. Tenho certeza de que esta vitória, esta luta, vai abrir portas para outras conquistas.
Nascido em Tocantins, Rick Azevedo, de 32 anos, mudou-se para a capital fluminense há mais de uma década em busca de melhores condições de vida.
Trabalhou como auxiliar de serviços gerais, vendedor e frentista, mas foi como balconista de farmácia que sua vida deu uma guinada. Em setembro de 2023, Azevedo tornou-se nacionalmente conhecido após gravar um vídeo no qual desabafava sobre as consequências pessoais de um cenário comum à maioria dos trabalhadores brasileiros: jornadas longas e irregulares; baixos salários e falta de tempo para o lazer e o descanso.
É uma escravidão moderna. Moderna não, ultrapassada, argumentou o então balconista no vídeo, que viralizou e pautou intensos debates públicos sobre jornadas de trabalho, distribuição equitativa dos resultados obtidos com os avanços tecnológicos, a importância do tempo para o autocuidado e outros aspectos associados ao mundo laboral.
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