Na ilha de Fernando de Noronha, a professora Rayane Dixie dos Santos, de 31 anos, vivia uma situação complicada com seu filho neurodivergente.
A mãe solo de uma criança com o Transtorno do Espectro Autista (TEA) de suporte 2 e com o Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH), lidava com intensas crises de agitação e agressividade de seu filho.
Além do cuidado com a criança atípica, Rayane precisava dividir sua atenção com o outro filho e o emprego. Com tamanha demanda, a professora logo percebeu que estava adoecendo:
Há cerca de três meses, em março, o filho de Rayane iniciou um tratamento à base de canabidiol (CBD) composto natural extraído da cannabis e apresentou mudanças positivas de comportamento, com a diminuição das crises.Eu sou a única que cuida dele. A rotina pesada de mãe atípica me levou a um quadro de ansiedade generalizada e problemas com sono, contou Rayane.
O tratamento com canabidiol foi viabilizado pelo Projeto Noronha, uma iniciativa conjunta entre a Associação Brasileira de Estudos dos Canabinóides (Abecmed), a Associação de Mães Atípicas de Fernando de Noronha (AMA-FN) e a Administração Distrital da ilha.

