Mais 19 municípios aderiram ao Novo Acordo do Rio Doce, que busca a reparação do desastre causado pelo rompimento da barragem do Fundão, da mineradora Samarco, na zona rural de Mariana, em Minas Gerais, há quase 11 anos.
O anúncio das novas adesões foi feito nesta quinta-feira (20) pela mineradora. Dessa forma, 45 das 49 cidades elegíveis fazem parte do pacto de reparação.
Os novos integrantes são 15 cidades de Minas Gerais:- Aimorés;
- Alpercata;
- Belo Oriente;
- Bom Jesus do Galho;
- Conselheiro Pena;
- Coronel Fabriciano;
- Galileia;
- Ipaba;
- Itueta;
- Mariana;
- Naque;
- Periquito;
- São Domingos do Prata;
- São José do Goiabal e Tumiritinga;
- Aracruz;
- Baixo Guandu;
- Marilândia;
- Sooretama.
A adesão ocorre no âmbito da mediação conduzida pelo Tribunal Regional Federal da 6ª Região (TRF-6).
Essas prefeituras terão acesso a cerca de R$ 2,6 bilhões destinados a políticas públicas de reparação e compensação. Esse valor corresponde às três primeiras parcelas pagas aos municípios que já tinham aderido anteriormente.
O primeiro pagamento será em até 30 dias depois da decisão judicial e do cumprimento das condições previstas no Termo de Adesão e Compromisso. As demais parcelas seguirão o cronograma previsto no acordo.
Desastre de Mariana
O rompimento da barragem ocorreu no dia 5 de novembro de 2015. Cerca de 39 milhões de metros cúbicos de rejeitos volume suficiente para encher 15,6 mil piscinas olímpicas escoaram por 663 quilômetros pela Bacia do Rio Doce até encontrar o mar, no Espírito Santo.
A tragédia deixou 19 mortos. Os distritos mineiros de Bento Rodrigues e Paracatu foram destruídos pela enxurrada. Houve impactos ambientais, e as populações de dezenas de municípios de Minas e do Espírito Santo foram afetadas.
A barragem pertencia à mineradora Samarco, uma joint venture (parceria empresarial) entre a Vale e a anglo-australiana BHP Billiton.

