A investigação aberta pela Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) para apurar irregularidades na divulgação de apostas esportivas durante transmissões da CazéTV, nos jogos da Copa do Mundo 2026, reacendeu o debate entre especialistas sobre os limites entre conteúdo editorial, entretenimento e publicidade em plataformas digitais.
A CazéTV tornou-se uma das principais plataformas de transmissão da Copa e passou a disputar espaço com emissoras tradicionais. O canal assumiu o protagonismo na cobertura esportiva nacional e é a única plataforma que vai transmitir todos os 104 jogos da competição.
Na última quinta-feira (25), a empresa foi citada em uma investigação da Senacon, órgão do Ministério da Justiça e Segurança Pública, para averiguar ilegalidades na publicidade de apostas esportivas de quota fixa, as chamadas bets. A investigação reacendeu o debate entre especialistas sobre os limites entre informação, entretenimento e responsabilidade social.
Durante as transmissões e pré-jogos, narradores do canal recomendaram odds, indicadores das probabilidades e do retorno potencial das apostas, indicando que determinados resultados eram prováveis de acontecer. E dicas de como e em quem apostar também eram passadas na tela.Um levantamento realizado pelo portal ICL Notícias monitorou 48 partidas transmitidas pela CazéTV e identificou 74 sugestões de apostas. Em 61% dos casos, o resultado previsto não se confirmou. As ofertas eram feitas pelas três bets que figuram na lista de anunciantes da CazéTV durante a Copa: Bet365, Betnacional e KTO.
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